Ypê pede chave Pix de clientes que compraram produtos suspensos; saiba como solicitar reembolso
Atualizado em 15/05/2026

A Ypê começou a solicitar a chave Pix de consumidores que adquiriram produtos do lote final 1, atingido pela suspensão determinada pela Anvisa e mantida por decisão unânime do colegiado nesta sexta-feira (15).
A informação consta em um formulário disponibilizado aos clientes no site da fabricante. Para realizar a solicitação, também é necessário informar dados pessoais, como nome completo, CPF, telefone e endereço.
Há ainda um campo para o envio de eventuais notas ou cupons fiscais dos produtos. Advogados ouvidos pelo g1, porém, ressaltam que a apresentação das notas fiscais não é obrigatória em situações como essa, embora possa agilizar o processo de reembolso.
Empresa amplia canais de comunicação após decisão da Anvisa
O g1 realizou a solicitação por meio do site da empresa e, em seguida, recebeu um e-mail confirmando o registro do pedido.
“Em breve, a resposta será enviada por e-mail ou telefone”, informa a mensagem enviada ao consumidor.
A reportagem também questionou a fabricante sobre o início dos reembolsos aos clientes, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.
Entenda os riscos apontados pela Anvisa
O caso teve início após inspeções realizadas na fábrica da empresa em Amparo (SP), em conjunto com órgãos de vigilância sanitária paulista.
Segundo a Anvisa, foram identificadas falhas em etapas críticas do processo produtivo, incluindo problemas nos sistemas de controle de qualidade, equipamentos com sinais de corrosão e armazenamento inadequado de resíduos de produtos.
A agência também informou que a bactéria Pseudomonas aeruginosa foi encontrada em mais de 100 lotes de produtos acabados da marca.
A bactéria é comum no ambiente e, segundo especialistas, representa baixo risco para a maioria das pessoas saudáveis.
O maior perigo envolve grupos mais vulneráveis, como imunossuprimidos, pacientes em tratamento contra câncer, transplantados, pessoas com feridas, queimaduras ou dermatites, além de bebês e idosos fragilizados.
Nesses casos, a bactéria pode causar infecções principalmente quando há contato com mucosas, olhos ou lesões na pele.
A orientação geral é interromper o uso dos produtos atingidos pela medida. Quem utilizou os itens, mas não apresentou sintomas, não precisa procurar atendimento médico apenas por causa da exposição.
Especialistas recomendam atenção a sinais como irritações persistentes, secreções, febre ou problemas nos olhos. Também orientam a troca de esponjas de pia utilizadas com os detergentes afetados e, em caso de dúvida, a relavagem de roupas íntimas, toalhas e peças de bebês com outro produto.
O que diz a Ypê
A Ypê contesta as conclusões da Anvisa. A empresa afirma que a inspeção não encontrou contaminação nos produtos comercializados e diz que as imagens divulgadas da fábrica mostram áreas que não têm contato com os itens vendidos ao consumidor.
A fabricante também sustenta que o uso normal dos produtos reduz drasticamente qualquer carga bacteriana e afirma que não há registros na literatura médica de infecções causadas por roupas lavadas com detergentes domésticos contaminados.
Fonte: Com informações de G1.

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