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Tutora denuncia falta de socorro e de assistência após cachorrinha ser atropelada por ônibus do transporte coletivo em Poços

Atualizado em 24/07/2026

 

Responsável pela Soneca afirma que motorista seguiu viagem após o atropelamento e cobra responsabilidade da empresa; caso ocorre em município que possui lei obrigando o socorro a animais atropelados

Soneca foi atropelada na quarta-feira. Foto: Reprodução/Sulminas TV.

A moradora do bairro Santa Teresa, em Poços de Caldas, Jéssica Carvalho, denunciou o atropelamento de sua cachorrinha Soneca, uma bulldog francês de cinco meses, por um ônibus do transporte coletivo da cidade. O caso aconteceu na quarta-feira (22), por volta das 14h45.

Segundo Jéssica, o ônibus atropelou o animal e seguiu viagem sem parar para prestar socorro. A cena foi registrada em vídeo de câmera de segurança. A tutora afirmou:

“Um ônibus atropelou a minha cachorra Soneca e seguiu viagem sem prestar socorro. A cena foi registrada em vídeo, e decidi compartilhar porque ninguém deveria agir com tanta indiferença diante da vida de um animal.”

Jéssica informou à Sulminas TV que tentou resolver a situação diretamente com a empresa responsável pelo transporte coletivo, mas disse não ter obtido o suporte esperado. Segundo ela, diante da negativa, pretende buscar as medidas cabíveis junto às autoridades. A tutora também ressaltou:

“Os animais também sentem dor, também têm valor e merecem respeito.”

Tutora relata como ocorreu o acidente

Em entrevista à Sulminas TV, Jéssica contou que uma vizinha presenciou o momento em que Soneca escapou pelo vão do portão da residência.

“Na quarta-feira, por volta das 14h45, minha vizinha estava do lado de fora de casa e viu quando a minha cachorra fugiu pelo vão do portão. Ela é muito pequenininha, tem cinco meses. O ônibus simplesmente passou , atropelou e não parou. Na mesma hora minha vizinha me ligou dizendo que ela tinha sido atropelada”, relatou.

No dia seguinte, ao perceber que a pata da cachorra havia inchado bastante, ela procurou atendimento veterinário.

Segundo a tutora, o raio-X constatou duas fraturas na pata.

“Chegando lá fez o raio-X e realmente teve fratura. Ela quebrou em dois lugares, vai ter que passar por uma cirurgia e não vai ficar barata”, afirmou.

Foto: Reprodução/Sulminas TV.

Empresa teria negado assistência

Jéssica disse que entrou em contato com a empresa Auto Omnibus Floramar após o atendimento veterinário.

De acordo com ela, inicialmente foi informada de que o caso seria encaminhado ao setor responsável. No entanto, no fim da tarde recebeu o retorno de que a empresa não poderia fazer nada porque o animal estava na rua no momento do acidente.

“Ela fugiu, foi uma fatalidade. Mas e se fosse qualquer outro cachorro? Um cachorro de rua? A gente ficou indignado porque estou tentando resolver da melhor forma possível, mas infelizmente eles não deram assistência. Como a cirurgia vai ficar cara e o motorista simplesmente passou sem se importar, eu só quero os meus direitos, porque ele atropelou a minha cachorra e fugiu”, declarou.

Lei municipal prevê obrigação de prestar socorro

O caso chama atenção porque Poços de Caldas conta com a Lei Municipal nº 9.847/2024, que determina a obrigatoriedade de prestação de socorro a animais atropelados. A legislação considera infração administrativa deixar de prestar atendimento imediato ao animal ou, quando isso não for possível, deixar de acionar a autoridade pública para providenciar o socorro. A lei também prevê aplicação de multa aos infratores e autoriza que denúncias sejam feitas com base em provas como vídeos, fotografias, testemunhas e boletins de ocorrência.

A reportagem deixa o espaço aberto para manifestação da empresa responsável pelo transporte coletivo sobre o caso.

 

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