Espaço Cultural da Urca passa por manutenção em Poços de Caldas
Atualizado em 15/05/2026

Um dos principais patrimônios culturais de Poços de Caldas, o Espaço Cultural da Urca está passando por obras de manutenção desde o início desta semana. Inaugurado em 1942, o prédio histórico recebe intervenções na estrutura física para melhorar as condições de atendimento ao público e preservar o imóvel.
De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura e Obras Públicas, Paulo Henrique Gonçalves Ribeiro, os serviços incluem pintura, recomposição de forro de gesso em pontos específicos, troca de calhas e manutenção em áreas do telhado.
As intervenções estão sendo executadas por meio de três contratos distintos — manutenção, drywall e calhas — com o objetivo de otimizar os trabalhos. A previsão é de que as obras sigam durante os meses de junho e julho.
Agenda cultural segue normalmente
Apesar das obras, a programação cultural da Urca continua sem alterações. O secretário municipal de Cultura, Nando Gonçalves, destacou a importância do espaço para a cidade e reforçou a necessidade de manutenção contínua.
“Neste momento, a Prefeitura está realizando obras de manutenção do prédio, mas seguimos na busca de recursos para a tão sonhada e aguardada revitalização da Urca, um dos patrimônios culturais e históricos mais emblemáticos de Poços de Caldas e o maior palco das artes e da cultura da cidade”, afirmou.
Segundo a Prefeitura, a revitalização completa do prédio exige investimentos elevados. Na última semana, o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira visitou o espaço e informou que o Governo de Minas também irá colaborar nas ações de captação de recursos para o projeto.
História do antigo Cassino da Urca
O antigo Cassino da Urca foi inaugurado em 1942 e se tornou uma das mais importantes casas de jogos do país. Atualmente, o espaço abriga eventos e exposições culturais, além de contar com os salões Bruno Filisberti e Jurandir Ferreira, o Teatro Benigno Gaiga, a Galeria de Exposição Malala Prezia e a Biblioteca Centenário.
Projetado pelo engenheiro-arquiteto Otávio Lotufo e construído pela firma Richter e Lotufo, o prédio recebeu grandes artistas da época. O empreendimento pertencia ao empresário Joaquim Rolla, também proprietário do famoso Cassino da Urca, no Rio de Janeiro.
Com a proibição dos jogos de azar em 1946, o edifício passou a ter diferentes utilizações e chegou a sediar a primeira faculdade da cidade. Já em meados da década de 1980, consolidou sua vocação cultural ao receber as atividades do Teatro Benigno Gaiga e do Salão de Artes Bruno Filisberti.
A utilização definitiva como Espaço Cultural da Urca foi consolidada após a conclusão das obras de restauro realizadas em 1996.

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