Disputa pelo Governo de Minas pode ter até nove candidatos; veja o cenário da sucessão estadual
Atualizado em 20/07/2026

A sucessão ao Governo de Minas Gerais em 2026 deve ser marcada por um cenário de pulverização, com a possibilidade de até nove candidatos disputando o Palácio Tiradentes. Entre os nomes colocados como os mais competitivos estão Alexandre Kalil (PDT), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Mateus Simões (PSD) e Patrus Ananias (PT).
Segundo análise publicada pelo Estado de Minas, Kalil e Cleitinho apostam em candidaturas independentes, sem vinculação direta aos principais polos da política nacional. Ambos acreditam que podem chegar ao segundo turno e, na fase decisiva da disputa, atrair o apoio de partidos e eleitores por meio do chamado “voto útil”.
Já Mateus Simões deverá contar como principal trunfo a condição de governador, utilizando a estrutura administrativa do Estado para fortalecer sua candidatura. Patrus Ananias, por sua vez, aposta no apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e em sua trajetória histórica dentro do Partido dos Trabalhadores (PT). A análise ressalta, entretanto, que todos os principais pré-candidatos também possuem desafios e pontos considerados desfavoráveis para a disputa.
Segundo a coluna de Orion Teixeira, publicada no Estado de Minas, os nove nomes colocados ao governo de Minas Gerais são:
- Cleitinho Azevedo (Republicanos)
- Mateus Simões (PSD)
- Alexandre Kalil (PDT)
- Patrus Ananias (PT)
- Túlio Lopes (PCB)
- Gabriel Azevedo (MDB)
- Ben Mendes (Missão)
- Vittorio Medioli (PL)
- Jarbas Soares Júnior (PSB).
Na análise de Orion Teixeira, apenas quatro desses nomes aparecem como os mais competitivos na disputa: Cleitinho Azevedo, Mateus Simões, Alexandre Kalil e Patrus Ananias. Os demais são citados como possíveis candidatos, mas com menor competitividade no cenário avaliado pelo colunista.
PT e PL caminham para candidaturas próprias
Ainda de acordo com o Estado de Minas, os partidos que protagonizam a polarização nacional, PT e PL, devem lançar candidatos próprios em Minas Gerais.
No caso do PT, a decisão ocorreu após tentativas frustradas de construir uma candidatura de consenso com aliados, entre eles Alexandre Kalil e Gabriel Azevedo (MDB). Segundo a publicação, ambos preferiram não associar suas candidaturas ao partido, avaliando que isso poderia aumentar a rejeição junto ao eleitorado.
O nome de Jarbas Soares (PSB) também foi considerado nas articulações, mas, conforme a análise, não demonstrou força eleitoral suficiente para representar o palanque do presidente Lula em Minas Gerais.
Estratégia de Cleitinho
O senador Cleitinho Azevedo mantém uma postura de indefinição em relação a uma aliança formal com o PL. Segundo a análise, o parlamentar avalia que cerca de 30% de suas intenções de voto são provenientes de eleitores do presidente Lula, que enxergam afinidade entre os dois em pautas voltadas à população mais carente.
Por esse motivo, uma aproximação antecipada com o PL poderia reduzir esse apoio, razão pela qual o senador opta por manter independência neste momento.
Aliados veem Jarbas Soares perder apoio político
Um aliado de Jarbas Soares, que deverá integrar a chapa do PT liderada por Patrus Ananias, afirmou ao Estado de Minas que o senador Rodrigo Pacheco deixou de cumprir compromissos assumidos durante a construção da pré-candidatura.
Segundo o relato, Pacheco incentivou Jarbas a se filiar ao PSB para que ambos estivessem no mesmo partido e prometeu percorrer o interior de Minas Gerais ao seu lado durante cerca de dois meses, caso desistisse de disputar o governo. A viagem, porém, não ocorreu, deixando Jarbas sem o apoio esperado durante a pré-campanha.
MDB rejeita aliança com chapa encabeçada pelo PT
As conversas entre PT e MDB para uma eventual aliança também não avançaram.
Conforme o Estado de Minas, um dirigente petista procurou representantes do MDB para discutir uma composição com Patrus Ananias como candidato ao governo. A resposta foi negativa.
O presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB), tem afirmado que o partido não aceita participar de uma chapa encabeçada pelo PT. Segundo a publicação, o MDB admitia discutir uma aliança apenas se o PT não ocupasse a cabeça de chapa nem a vaga de vice-governador, aceitando apenas apoiar a candidatura de Marília Campos (PT) ao Senado.
Patrus confirma pré-candidatura
Nesta segunda-feira (20), Patrus Ananias confirmou oficialmente sua pré-candidatura ao Governo de Minas Gerais pelo PT. A decisão foi anunciada nas redes sociais após reunião da direção executiva do PT de Minas Gerais com deputados estaduais e federais da legenda, realizada em Belo Horizonte.
Com a definição do PT e as movimentações dos demais partidos, o cenário eleitoral mineiro segue em formação e tende a ser um dos mais disputados do país nas eleições de 2026.
Fonte: Com informações do Estado de Minas.

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