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Bebê nasce de parto pélvico raro com ajuda do pai em Poços de Caldas

Atualizado em 24/07/2026

 

Gestante entrou em trabalho de parto com 38 semanas e deu à luz em casa; recém-nascida está na UTI neonatal e apresenta boa evolução

Esther nasceu em casa, em um raro parto pélvico, com a ajuda do pai Foto: G1.

Uma bebê nasceu em casa com a ajuda do pai em Poços de Caldas em um parto considerado raro. A pequena Esther veio ao mundo em apresentação pélvica — quando as nádegas ou os pés são a primeira parte do corpo a passar pelo canal de parto. Apesar do susto, mãe e filha passam bem. A recém-nascida permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal e deve se reunir com a família nos próximos dias.

Quéren Alexandre Rodrigues estava com 38 semanas de gestação e já sabia que o nascimento da filha deveria ocorrer naquela semana. No entanto, o trabalho de parto evoluiu de forma muito rápida, sem tempo para chegar ao hospital.

Diante da situação, o marido, o engenheiro mecânico Renan Baade de Paula, auxiliou a esposa durante o parto dentro da residência. Segundo ele, a primeira preocupação foi preparar o ambiente para receber a bebê.

“Eu já fui lavar minhas mãos, aí eu peguei ela, já deixei todo o chão limpo, coloquei uma coberta, um lençol limpo, peguei umas toalhas, peguei um cobertor. Aí a gente já foi para as posições para ela ficar mais confortável na contração”, contou.

Surpresa durante o nascimento

O casal percebeu que o parto não acontecia da forma esperada quando a cabeça da bebê não apareceu primeiro.

Quéren relatou que sentiu uma contração diferente e percebeu que algo estava fora do habitual.

“Quando eu tive um expulsivo mais forte que saiu a bundinha e o pezinho do bebê para fora, ela nasceu chutando inclusive, foi o momento em que a gente viu que a gente correu um risco terrível”, afirmou.

Parto pélvico é pouco frequente

De acordo com o médico residente em ginecologia e obstetrícia Gabriel Augusto Souza Andrade, a apresentação pélvica ocorre em apenas uma pequena parcela das gestações.

Segundo ele, esse tipo de apresentação representa cerca de 3% a 4% de todos os casos, e uma porcentagem ainda menor resulta em parto vaginal pélvico.

“O parto pélvico é aquele em que as nádegas ou os pés do bebê estão voltados para o canal cervical da mãe. A apresentação pélvica está em cerca de 3 a 4% das apresentações totais. E uma quantidade pequena, ainda menor, são de partos vaginais pélvicos”, explicou.

Fé, confiança e expectativa pela alta

Após o nascimento, Quéren disse que viveu uma experiência marcada pela fé e pela confiança.

“Eu senti como se a gente tivesse recebido um grande abraço divino. Mesmo sem termos planejado exatamente como seria o parto, tudo aconteceu de forma perfeita”, afirmou.

Agora, a expectativa da família é poder levar Esther para casa e reunir as duas filhas.

“A gente não vê a hora de estar todo mundo em casa, a nossa mais velha também, a nossa filhinha, a nossa mais novinha lá com a gente”, disse Renan.

Para Quéren, o parto trouxe uma nova perspectiva sobre a vida e os laços familiares.

“Esse parto mudou muita coisa do que eu vejo da vida. Sobre entrega e confiança mesmo. Não só em Deus ou em algo maior, como nas pessoas que você escolheu para fazer parte da sua família. Porque, se a gente não tivesse confiado um no outro, não tinha dado certo”, concluiu.

 

Fonte: Com informações de G1.

 

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