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SUS inclui novo teste para ampliar a detecção precoce do câncer colorretal

Atualizado em 11/08/2026

 

Teste Imunoquímico Fecal será oferecido a homens e mulheres assintomáticos de 50 a 75 anos, com realização a cada dois anos

Imagem: SBCO.

O Ministério da Saúde incluiu na tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) para o rastreamento do câncer colorretal. O exame será destinado a homens e mulheres assintomáticos com idade entre 50 e 75 anos e deverá ser realizado a cada dois anos.

A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira (10). A norma entra em vigor a partir da publicação, mas o novo procedimento será registrado nos sistemas do SUS a partir do próximo mês.

O novo protocolo havia sido anunciado pelo Ministério da Saúde em março e, em maio, a pasta informou que adotaria a estratégia no SUS como forma de auxiliar na detecção precoce do câncer colorretal no Brasil.

Como funciona o teste

O FIT é um exame de fezes que identifica pequenas quantidades de sangue oculto, que não podem ser percebidas a olho nu. A presença de sangue pode estar relacionada a pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino.

Diferentemente dos métodos mais antigos de pesquisa de sangue oculto nas fezes, o teste imunoquímico utiliza anticorpos específicos para identificar sangue humano, o que aumenta a precisão do procedimento.

A coleta pode ser realizada em casa. O paciente recebe um kit e utiliza uma haste própria para retirar uma pequena amostra das fezes, que é colocada em um tubo coletor. O material é posteriormente encaminhado para análise laboratorial.

Entre as principais vantagens do exame estão:

  • não exige preparo intestinal;
  • não necessita de dieta restritiva antes da coleta;
  • pode ser realizado com apenas uma amostra;
  • é menos invasivo;
  • apresenta maior facilidade de adesão da população.

Segundo o Ministério da Saúde, o teste apresenta sensibilidade entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações.

Rastreamento será feito a cada dois anos

O exame será oferecido na modalidade ambulatorial e está classificado como procedimento de atenção básica.

A portaria estabelece idade mínima de 50 anos e máxima de 75 anos para o procedimento. O público-alvo é formado por pessoas assintomáticas, ou seja, que não apresentam sintomas ou suspeita clínica da doença.

Para esse grupo, o FIT será utilizado como estratégia de rastreamento bienal, com realização do exame a cada dois anos.

O teste já é utilizado em programas internacionais de rastreamento e pode contribuir para a redução da mortalidade por câncer de intestino ao ampliar a identificação da doença em estágios iniciais.

O FIT também é considerado mais conveniente e mais barato para estratégias de rastreamento populacional do que a realização de colonoscopia em toda a população assintomática.

Exame não substitui investigação de pessoas com sintomas

A norma estabelece que o procedimento incluído na tabela do SUS é destinado exclusivamente ao rastreamento bienal de pessoas assintomáticas.

Por isso, o exame não deve ser utilizado como ferramenta de investigação diagnóstica de pessoas que apresentam sintomas ou que tenham suspeita clínica de câncer colorretal.

O objetivo do rastreamento é identificar possíveis alterações em pessoas que não apresentam sinais da doença, permitindo que eventuais resultados alterados sejam posteriormente avaliados por profissionais de saúde e, quando necessário, investigados por outros exames.

Mais de 40 milhões de brasileiros podem ser alcançados

Segundo o Ministério da Saúde, a inclusão do FIT no SUS pode ampliar o acesso à prevenção e à detecção precoce do câncer colorretal para mais de 40 milhões de brasileiros.

O câncer colorretal é considerado atualmente o segundo tipo de câncer mais frequente no Brasil, quando excluídos os tumores de pele não melanoma.

A ampliação do rastreamento busca facilitar o acesso da população a uma ferramenta de detecção precoce que apresenta coleta simples e menos invasiva.

Mudança na pesquisa de sangue oculto nas fezes

A portaria também altera a descrição do procedimento já existente no SUS para a pesquisa de sangue oculto nas fezes.

A partir da mudança, o procedimento passa a contemplar a pesquisa por diferentes métodos e técnicas para o rastreamento do câncer colorretal.

Para homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos, deverá ser registrado especificamente o novo procedimento referente ao Teste Imunoquímico Fecal (FIT).

A inclusão do exame representa uma mudança na estratégia de rastreamento do câncer colorretal no SUS, ampliando as possibilidades de identificação precoce da doença e o acesso da população a um procedimento que pode ser realizado sem preparo intestinal e com coleta de amostra em casa.

 

Fonte: Com informações de G1.

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