Flávio Bolsonaro nega projeto para retirar Nossa Senhora Aparecida de título de padroeira do Brasil
Atualizado em 25/09/2026

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou, nesta quinta-feira (24), que tenha qualquer relação com uma proposta para retirar Nossa Senhora Aparecida do título de padroeira do Brasil. Conteúdos publicados nas redes sociais associaram o candidato a um projeto de lei apresentado há quase duas décadas e que não é de sua autoria.
A proposta citada nas publicações foi apresentada em 2007 pelo então deputado federal Professor Victório Galli, à época filiado ao PSL de Mato Grosso. O Projeto de Lei 2.623/2007 previa alterar a legislação referente ao feriado de 12 de outubro e substituir a expressão “padroeira do Brasil” por “padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”.
O projeto foi posteriormente arquivado pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.
A associação com Flávio Bolsonaro ocorreu após o compartilhamento de uma fala do candidato, feita em agosto, na qual declarou que, caso fosse eleito presidente, um de seus primeiros atos seria “decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”. A declaração foi feita em um vídeo publicado durante o período de campanha.
Nas redes sociais, a fala passou a ser utilizada, sem o contexto original, para afirmar que Flávio Bolsonaro teria planos de retirar ou apoiar a retirada do título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.
Flávio nega relação com proposta
Ao se manifestar sobre o assunto, Flávio Bolsonaro afirmou que não existe projeto com essa finalidade apresentado por ele e classificou a informação como falsa.
“Estamos aqui na correria de agenda em Minas Gerais e sou surpreendido com uma mentira, uma fake news daquelas, para variar, que a milícia do PT está inventando na internet: que eu iria tirar a padroeira do Brasil. Isso é uma grande mentira. Não tem pé nem cabeça. Não existe esse projeto”, afirmou.
Na publicação, o senador também declarou respeitar todas as religiões e pessoas que não seguem nenhuma religião.
A equipe jurídica da campanha, segundo informações divulgadas pela CNN, avalia medidas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a identificação dos perfis responsáveis pela divulgação do conteúdo.
GloboNews corrige informação
A repercussão também envolveu uma informação apresentada pela GloboNews durante o programa “Em Pauta”, na quinta-feira (24).
A jornalista Maria Cristina Fernandes comentou uma suposta movimentação relacionada à retirada de Nossa Senhora Aparecida da condição de padroeira do Brasil e afirmou que haveria um projeto de lei nesse sentido.
O trecho foi reproduzido nas redes sociais e acabou sendo associado à campanha de Flávio Bolsonaro.
Horas depois, durante o “Edição da Meia-Noite”, a apresentadora Marcelly Setúbal fez uma correção e pediu desculpas pelo erro.
Segundo a retratação, a proposta mencionada havia sido apresentada em dezembro de 2007 e posteriormente arquivada pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.
Após a correção, Flávio Bolsonaro criticou a emissora nas redes sociais.
O episódio ganhou repercussão durante a campanha presidencial, em meio às discussões envolvendo religião e o posicionamento de candidatos junto a diferentes segmentos religiosos.

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