Seleção Brasileira Feminina de Cricket disputa torneio na Suíça e busca subir no ranking mundial
Atualizado em 29/07/2026
Projeto desenvolvido em Poços de Caldas segue como base para a formação de atletas

A Seleção Brasileira Feminina de Cricket iniciou mais um importante capítulo de sua trajetória no cenário internacional. Pela primeira vez, a equipe está na Suíça para disputar um torneio oficial válido pelo ranking mundial da International Cricket Council (ICC), em Zurique.
A delegação embarcou no último sábado para a competição, que representa mais uma etapa da consolidação da equipe em solo europeu, após uma temporada marcada por resultados expressivos no continente africano.
Segundo o CEO da Cricket Brasil, Matt Featherstone, o momento é de entusiasmo e confiança na busca por novos resultados.
“Após dois campeonatos espetaculares na África, agora é a vez de jogarmos na Europa. É a primeira vez que essa seleção viaja para essa região. Estamos extremamente animados e com uma expectativa enorme para buscar grandes resultados”, destacou.
Disputa direta no ranking mundial
Atualmente na 28ª colocação do ranking mundial, o Brasil enfrentará seleções de nível técnico semelhante, como Espanha e Suíça, que ocupam posições entre o 27º e o 31º lugar. O torneio tem papel estratégico na definição da classificação das equipes na temporada.
Os recentes resultados conquistados na África colocaram a seleção brasileira em posição de destaque entre as participantes da competição. A equipe venceu adversárias tradicionais da modalidade, como Ruanda, 23ª colocada no ranking mundial, e Nigéria, 24ª, tornando-se a seleção mais bem ranqueada entre as participantes do torneio europeu.
“Entramos em uma fase onde temos a convicção de que podemos vencer todos os jogos que disputamos. Enfrentar equipes do mesmo nível ou superiores é o que faz a nossa seleção evoluir de verdade”, afirmou Featherstone.
Atletas brasileiras ganham espaço no exterior
O crescimento do cricket brasileiro também se reflete na internacionalização das atletas. O grupo que disputa o torneio em Zurique contará com jogadoras que já atuam profissionalmente fora do país.
Três atletas contratadas por clubes da Inglaterra, entre elas Laura Agatha e Nicky, se integrarão à delegação diretamente na Europa.
A Cricket Brasil também confirmou outras movimentações internacionais. As atletas Lindsey e Duda têm viagem programada para a Austrália, onde defenderão equipes locais. Além disso, duas jogadoras que já estão na Europa foram convocadas para representar a Seleção das Américas em um torneio nas Ilhas Cayman.
Recorde mundial reconhecido pelo Guinness
Outro destaque é a atleta Laura Cardoso, que recebeu oficialmente, em Londres, o certificado do Guinness World Records por estabelecer um recorde mundial na modalidade. A conquista reforça a projeção internacional do cricket brasileiro.
Seleção masculina também vive momento de crescimento
Com o retorno do cricket ao programa dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, o apoio do Comitê Olímpico do Brasil (COB) tem ampliado a estrutura de treinamento, os recursos e as oportunidades de intercâmbio para os atletas brasileiros.
Enquanto a seleção feminina segue consolidada internacionalmente, a equipe masculina também apresenta evolução. O Brasil conquistou recentemente o título das Américas Centrais, no México, e agora se prepara para disputar o Campeonato Sul-Americano, na Colômbia.
“A seleção masculina é mais jovem, tem cerca de um ano de contratos profissionais assinados, mas o trabalho é contínuo. Em breve, alcançará o mesmo destaque internacional que a feminina já possui”, projetou Featherstone.
Projeto social em Poços de Caldas fortalece a modalidade
Apesar dos resultados internacionais, a Cricket Brasil destaca que o principal investimento continua sendo a formação de novos atletas. O projeto social desenvolvido em Poços de Caldas atende atualmente cerca de 14 mil crianças e jovens, oferecendo acesso ao esporte, educação e ações de cidadania.
A meta da entidade é ampliar esse alcance para aproximadamente 30 mil participantes nos próximos anos.
“A seleção principal representa de 15 a 20 atletas, mas os projetos sociais são o nosso verdadeiro sonho. É lá na base que tudo começa. Quanto mais oportunidades gerarmos na ponta inicial, mais forte e competitiva será a nossa seleção principal no topo”, concluiu Matt Featherstone.
Fonte: Com informações de Jornal da Mantiqueira.

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