Revitalização da Avenida João Pinheiro deve ser concluída até setembro, afirma secretário de Obras
Atualizado em 03/08/2026
Intervenção avança para nova etapa no sentido centro/bairro; reconstrução inclui toda a estrutura do pavimento, ampliação de calçadas e melhorias na infraestrutura subterrânea

As obras de revitalização da Avenida João Pinheiro entraram em uma nova fase com o início das escavações no lado direito da pista, no sentido centro/bairro. A previsão da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas é concluir toda a intervenção atualmente contratada até o mês de setembro, desde que as condições climáticas permaneçam favoráveis.
Segundo o secretário municipal de Infraestrutura e Obras Públicas, Paulo Henrique Ribeiro, a reconstrução estrutural do lado esquerdo da avenida está praticamente concluída. O trecho já recebe a aplicação da camada de binding, etapa intermediária entre a base do pavimento e o revestimento definitivo.
“A primeira etapa do lado esquerdo está praticamente concluída. Estamos aplicando a camada de binding para deixar esse trecho preparado. Enquanto isso, as equipes já avançam para a escavação do lado direito”, afirmou o secretário em entrevista ao Jornal Mantiqueira.
Escavação exige cuidados com adutoras
A nova etapa da obra é considerada uma das mais complexas devido à presença de diversas adutoras responsáveis pelo abastecimento de água de grande parte da cidade, pertencentes ao Departamento Municipal de Água e Esgoto (DMAE).
De acordo com Paulo Henrique Ribeiro, a grande quantidade de tubulações obriga a execução dos serviços de forma mais lenta e cuidadosa para evitar danos ao sistema de distribuição de água.
“Existe uma quantidade muito grande de adutoras passando por esse trecho. Estamos trabalhando com extremo cuidado para preservar toda essa infraestrutura. É uma etapa que naturalmente exige mais tempo”, explicou.
Mesmo durante a execução das obras, o trânsito continua operando em três faixas graças ao sistema adotado pela Prefeitura, que divide a intervenção em duas metades da avenida.
“Na prática, trabalhamos uma pista e meia por vez. Assim conseguimos manter o fluxo de veículos durante toda a execução da obra”, acrescentou.
Serviços pesados são realizados à noite
Para minimizar os impactos na mobilidade urbana, os trabalhos de maior porte são executados durante o período noturno.
As escavações profundas, movimentação de terra e operação de máquinas pesadas acontecem à noite, enquanto os serviços de acabamento, preparação das camadas e pavimentação intermediária são realizados durante o dia.
Segundo a Secretaria de Obras, a estratégia busca reduzir os transtornos para motoristas e aumentar a produtividade da obra.
Pavimento passa por várias etapas técnicas
O secretário também esclareceu que a camada escura atualmente visível em parte da avenida não corresponde ao asfalto definitivo.
“O que as pessoas estão vendo não é o asfalto final. A pavimentação é composta por diversas camadas técnicas. O binding que está sendo aplicado agora funciona como uma ligação estrutural entre a base e a camada final. O revestimento definitivo será executado somente na última etapa, com o revestimento final em CBUQ”, explicou.
A revitalização segue todas as etapas previstas pelas normas de engenharia para reconstrução completa do pavimento.
O processo começa com a preparação e compactação do subleito, seguido, quando necessário, pelo reforço do terreno. Em seguida são executadas as camadas de sub-base e base, responsáveis pela resistência estrutural da via.
Depois são realizadas a imprimação e a pintura de ligação, que garantem impermeabilização e aderência entre as camadas. Somente então é aplicada a camada de binding, que prepara a estrutura para receber o revestimento final em CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente), responsável pelo acabamento definitivo, maior durabilidade e conforto de rodagem.
Obra revela problemas históricos da avenida
Durante as escavações, as equipes técnicas também passaram a conhecer melhor a infraestrutura subterrânea da Avenida João Pinheiro.
Além do mapeamento de antigas adutoras, foi identificado um solo de baixa resistência, formado por material turfoso, característica remanescente da antiga área alagadiça existente na região.
Segundo Paulo Henrique Ribeiro, essa condição ajuda a explicar problemas recorrentes registrados ao longo dos anos, como afundamentos e o surgimento frequente de buracos.
“Hoje conseguimos entender muito melhor por que essa avenida apresentava tantos problemas de pavimentação. Estamos encontrando um solo bastante sensível e diversas tubulações que não estavam totalmente mapeadas. Essa reconstrução resolve justamente essas deficiências estruturais”, afirmou.
Chuvas alteraram o cronograma
Apesar do avanço dos trabalhos, o cronograma sofreu impacto devido às chuvas registradas nas últimas semanas, período que normalmente apresenta clima seco.
Segundo o secretário, a umidade impede a continuidade das escavações e compromete a compactação adequada do solo.
“Quando chove, a água infiltra no terreno e não é possível executar a escavação nem fazer a compactação dentro dos padrões técnicos. Isso acaba interferindo diretamente no cronograma”, explicou.
Mesmo com o atraso provocado pelas condições climáticas, a expectativa da Prefeitura é concluir toda a revitalização prevista em contrato até setembro.
Primeiro trecho entra na fase final
O primeiro quarteirão da obra, nas proximidades da Rua Gama Cruz, já teve toda a infraestrutura concluída.
Atualmente, as equipes executam serviços de acabamento, como instalação de meios-fios, adequação das rampas de acesso aos imóveis, regularização entre calçadas e pavimento e outros ajustes finais.
Após a conclusão dessas etapas, será aplicada a camada final de CBUQ em toda a extensão contemplada pelo contrato.
Calçadas serão ampliadas
Além da reconstrução completa da pista, a revitalização prevê o alargamento das calçadas, com o objetivo de melhorar a acessibilidade e oferecer mais conforto e segurança aos pedestres.
Segundo Paulo Henrique Ribeiro, trata-se de uma intervenção de grande porte, que exige equipamentos específicos, mão de obra especializada e diversas intervenções subterrâneas.
“É uma obra cara porque está sendo executada da maneira correta, reconstruindo toda a estrutura da avenida. O transtorno é temporário, mas o benefício permanecerá para a cidade durante muitos anos”, concluiu.
Fonte: Com informações de Jornal da Mantiqueira.

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