Voltar para Notícias

PENSÃO ALIMENTÍCIA: Projeto que cria o ‘Pix Pensão’ é aprovado pelo Senado e segue para sanção presidencial

Atualizado em 09/07/2026

 

Texto prevê pagamento automático da pensão alimentícia por transferência bancária, com possibilidade de bloqueio de ativos em caso de inadimplência

Imagem ilustrativa criada com auxílio de IA pela Sulminas TV.

O Plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (7), o Projeto de Lei 4.978/2023, que cria o chamado “Pix Pensão”, mecanismo que permitirá o pagamento automático da pensão alimentícia diretamente para a conta do beneficiário. A proposta segue agora para sanção da Presidência da República.

De autoria da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), o projeto foi relatado no Senado pela senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA). Segundo o parecer da relatora, a medida oferece uma solução “simples, objetiva e compatível com a natureza urgente da obrigação alimentar”.

Pelo texto aprovado, o pagamento automático poderá ser solicitado em qualquer fase do cumprimento da sentença. Na decisão judicial que determinar a pensão, o juiz deverá informar todos os dados necessários para a operação, como o valor mensal da prestação, o prazo de duração da obrigação, as contas de débito e crédito e os critérios de atualização dos valores.

Pagamento automático e bloqueio de ativos

Atualmente, o desconto automático da pensão alimentícia já é possível quando o devedor possui vínculo formal de trabalho. Nos demais casos, porém, o beneficiário precisa recorrer à Justiça sempre que houver atraso no pagamento.

Com a nova proposta, as instituições financeiras ficarão responsáveis por realizar as transferências nas datas fixadas pela Justiça.

Caso não haja saldo suficiente na conta do alimentante — pessoa responsável pelo pagamento da pensão —, o projeto prevê a indisponibilização automática de ativos financeiros até o limite do valor atualizado da prestação em atraso. A medida também poderá atingir ativos financeiros de empresário individual, mesmo quando vinculados à atividade empresarial.

Se a inadimplência persistir, a indisponibilidade dos valores poderá ser convertida em penhora.

De acordo com a relatora Ana Paula Lobato, o objetivo é criar um fluxo contínuo para o pagamento da pensão alimentícia, reduzindo a necessidade de novas ações judiciais a cada atraso. Segundo ela, a medida pode diminuir a litigiosidade, facilitar a regularidade dos pagamentos e aumentar a previsibilidade financeira para quem depende desses recursos.

CNJ deverá divulgar estatísticas

O projeto também estabelece que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deverá coletar e divulgar estatísticas sobre a atividade judiciária, preservando o anonimato das pessoas envolvidas.

Entre as informações que poderão ser divulgadas estão a quantidade de ações, os valores médios dos processos, dados sobre penhoras judiciais e, nos processos de alimentos, o perfil dos beneficiários.

Para a elaboração dessas estatísticas, o CNJ poderá firmar mecanismos de cooperação e intercâmbio com outros órgãos públicos, respeitando as regras da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), para compartilhar informações agregadas ou anonimizadas destinadas ao aprimoramento de políticas públicas.

Fonte: Agência Senado.

 

Nossos canais de comunicação:

https://linktr.ee/sulminastv

  

 

Share this post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Voltar para Notícias