Pastora Mel questiona previsão de R$ 50 milhões a menos para a Saúde no orçamento de 2027
Atualizado em 21/10/2026
Durante audiência pública sobre a Lei Orçamentária Anual (LOA), vereadora cobrou esclarecimentos sobre a redução em relação aos valores executados em 2025 e questionou possíveis impactos para a população

A previsão de recursos destinados à Saúde em Poços de Caldas para 2027 foi alvo de questionamentos da vereadora Pastora Mel durante a audiência pública sobre a Lei Orçamentária Anual (LOA), realizada nesta terça-feira. A parlamentar chamou a atenção para a diferença entre os valores efetivamente gastos pelo município em 2025 e o orçamento previsto para a área da Saúde em 2027.
Conforme os números apresentados na discussão, a Prefeitura realizou R$ 463,6 milhões em despesas na Saúde em 2025, enquanto a previsão orçamentária para 2027 é de R$ 413,2 milhões. A diferença é de aproximadamente R$ 50,4 milhões, o que representa uma redução de cerca de 10,9% em relação ao valor executado dois anos antes.
A diferença levantou uma questão central durante a audiência: por que a previsão de recursos para a Saúde em 2027 é inferior ao montante que o município já gastou em 2025?
Para Pastora Mel, é fundamental que o Executivo esclareça os critérios utilizados na elaboração da proposta orçamentária e explique como pretende garantir a continuidade e a qualidade dos serviços oferecidos à população diante dessa previsão.
“A Saúde é uma das áreas mais importantes da administração pública. Quando observamos que a previsão para 2027 é cerca de R$ 50 milhões menor do que aquilo que o município executou em 2025, precisamos questionar o motivo dessa diferença. Como isso foi calculado e quais são os impactos esperados para os serviços prestados à população?”, questionou a vereadora.
A parlamentar destacou que o debate não se limita aos números apresentados no orçamento, mas envolve o atendimento oferecido diariamente aos moradores, incluindo consultas, exames, medicamentos, procedimentos, estrutura das unidades e condições de trabalho dos profissionais da rede municipal.
“Precisamos saber se essa redução poderá afetar o atendimento, aumentar as filas, comprometer a oferta de exames ou dificultar o acesso a medicamentos. A população não pode ficar sem respostas sobre uma questão tão importante. O Executivo precisa demonstrar como pretende manter os serviços e atender às necessidades da cidade com os recursos previstos”, afirmou Pastora Mel.
A diferença entre os valores executados e os previstos, por si só, não significa necessariamente que haverá cortes nos serviços. Para uma avaliação completa, é necessário conhecer a composição das despesas, as fontes de recursos, as transferências previstas, eventuais mudanças na organização dos serviços e os critérios utilizados para elaborar o orçamento de 2027.
Por isso, a cobrança da vereadora é para que o Executivo apresente esclarecimentos objetivos sobre a redução nominal e demonstre como o planejamento financeiro será compatível com as necessidades da rede municipal de saúde.
A Lei Orçamentária Anual estabelece a previsão de receitas e despesas do município e orienta a aplicação dos recursos públicos no exercício seguinte. A discussão da proposta é uma etapa importante para avaliar se as prioridades estabelecidas correspondem às demandas da população.
Pastora Mel defende que a Saúde receba atenção especial durante a análise do orçamento e reforça a importância de acompanhar a tramitação da LOA, buscando esclarecimentos e transparência sobre a destinação dos recursos públicos.
Para Pastora Mel, a pergunta que permanece é:
“Se o município gastou R$ 463,6 milhões com Saúde em 2025, como pretende garantir o atendimento da população com uma previsão de R$ 413,2 milhões para 2027?”.
A vereadora defende que o Executivo esclareça a diferença entre os valores e demonstre como pretende manter a qualidade dos serviços de saúde oferecidos à população de Poços de Caldas.

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