Morre Oscar Schmidt, ídolo histórico do basquete brasileiro, aos 68 anos
Atualizado em 17/04/2026
“Mão Santa” marcou gerações e ajudou a popularizar o esporte no país

O ex-jogador Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, em Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo, após passar mal. Ele foi socorrido e levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), mas não resistiu.
Em nota, a família confirmou a morte e destacou a trajetória do atleta, considerado um dos maiores nomes da história do basquete mundial. O velório e o enterro serão realizados de forma restrita a familiares e amigos.
“Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral ao longo de mais de 15 anos, mantendo-se como exemplo de determinação e amor à vida”, diz um trecho do comunicado.
Luta contra o câncer e últimas homenagens
Diagnosticado com câncer no cérebro em 2011, Oscar passou por cirurgias e tratamentos ao longo dos anos. Em 2022, chegou a anunciar que havia interrompido a quimioterapia por conta própria, mas posteriormente esclareceu a situação e afirmou estar curado.
No último dia 8 de abril, o ex-jogador foi um dos homenageados pelo Comitê Olímpico do Brasil durante a cerimônia do Hall da Fama, realizada no Copacabana Palace. Em recuperação de uma cirurgia, não pôde comparecer e foi representado pelo filho, Felipe Schmidt.
“Uma das maiores felicidades do meu pai era defender o Brasil nas Olimpíadas”, afirmou Felipe durante a homenagem.
Trajetória: do sonho no futebol ao estrelato no basquete
Nascido em 16 de fevereiro de 1958, em Natal, Oscar Daniel Bezerra Schmidt inicialmente sonhava em ser jogador de futebol. A altura, porém, o levou ao basquete ainda jovem.
Após iniciar a carreira em Brasília, ganhou destaque no Sociedade Esportiva Palmeiras e rapidamente chegou à seleção brasileira. Em 1979, conquistou o Mundial de Clubes pelo Esporte Clube Sírio, seu primeiro grande título.
Na década de 1980, transferiu-se para o basquete italiano, onde atuou por mais de uma década em equipes como o JuveCaserta Basket, consolidando-se como um dos principais jogadores da Europa.
Recordes, Olimpíadas e recusa à NBA
Conhecido como “Mão Santa”, Oscar se destacou principalmente pela pontaria. Ele disputou cinco Olimpíadas consecutivas — Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996 — e se tornou o maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos.
Em 1984, foi selecionado no draft da NBA pelo New Jersey Nets, mas recusou o contrato para seguir defendendo a seleção brasileira, já que à época jogadores da liga não podiam atuar por seus países.
O auge com a seleção veio em 1987, com a conquista da medalha de ouro no Jogos Pan-Americanos de 1987, após vitória histórica sobre os Estados Unidos.
Números impressionantes e legado
Ao longo da carreira, Oscar somou 49.737 pontos, sendo por muitos anos o maior pontuador da história do basquete mundial — marca superada em 2024 por LeBron James.
Pela seleção brasileira, marcou 7.693 pontos, tornando-se o maior cestinha da história da equipe.
Ele também foi incluído no Hall da Fama da Federação Internacional de Basquete (Fiba) e, em 2013, no Hall da Fama da NBA, mesmo sem nunca ter atuado oficialmente na liga americana.
Vida pessoal e curiosidades
Oscar era irmão do apresentador Tadeu Schmidt e tio do jogador de vôlei de praia Bruno Schmidt.
Sua trajetória inspirou livros e estudos sobre o basquete, além de ter sido reconhecida internacionalmente como uma das mais marcantes da história do esporte.
Despedida
Ídolo de gerações, Oscar Schmidt deixa um legado que ultrapassa as quadras. Seu nome permanece como símbolo de talento, dedicação e paixão pelo esporte, sendo lembrado como um dos maiores responsáveis pela popularização do basquete no Brasil.
Fonte: Com informações de G1.
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