Lua da Colheita e Saturno prometem espetáculo no céu neste sábado
Atualizado em 26/09/2026
Fenômeno poderá ser observado a olho nu a partir do início da noite; Saturno estará próximo à Lua e poderá ser identificado como um ponto amarelado no céu

O céu deste sábado (26) terá um espetáculo astronômico especial: a Lua da Colheita, que estará acompanhada visualmente pelo planeta Saturno durante a noite.
A Lua cheia atingirá oficialmente seu ápice às 13h49 (horário de Brasília), mas poderá ser observada no céu após o pôr do sol. A partir das 18h, a recomendação é olhar para a direção Leste, onde o satélite natural surgirá no horizonte.
Saturno estará próximo à Lua e poderá ser visto a olho nu como um ponto brilhante de tonalidade amarelada. Diferentemente das estrelas, o planeta apresenta uma luz mais firme, sem o efeito de cintilação.
Por que o nome Lua da Colheita?

A expressão Lua da Colheita é tradicionalmente utilizada para designar a Lua cheia que ocorre mais próxima do equinócio de outono no Hemisfério Norte — ou do equinócio de primavera no Hemisfério Sul.
O nome está relacionado a antigas tradições agrícolas. Nesse período, o intervalo entre o nascimento da Lua em noites consecutivas é mais curto, proporcionando várias noites seguidas com iluminação natural logo após o anoitecer. A luminosidade ajudava agricultores a prolongar o trabalho no campo durante o período de colheita.
Saturno também poderá ser observado
O destaque adicional deste sábado será a proximidade visual entre a Lua e Saturno. O planeta permanecerá aparentemente próximo ao satélite ao longo da noite.
Quem tiver binóculos ou pequenos telescópios poderá tentar observar os anéis de Saturno.
Não é necessário equipamento especial para acompanhar o fenômeno. Para uma melhor observação, a orientação é procurar locais com pouca poluição luminosa e com o horizonte leste livre de prédios, árvores ou montanhas.
Nos primeiros minutos após surgir no horizonte, a Lua também poderá apresentar uma coloração avermelhada ou dourada. Esse efeito ocorre devido à passagem da luz pela atmosfera terrestre e tende a ser mais perceptível quando o satélite está baixo no céu.

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