LIRAa aponta queda na infestação do Aedes aegypti em Poços, mas bairros das regiões Leste, Centro e Sul seguem em alerta
Atualizado em 28/05/2026

O segundo Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, divulgado nesta quarta-feira (27) pela Secretaria Municipal de Saúde de Poços de Caldas, apontou Índice de Infestação Predial (IIP) de 0,9% no município. O número é considerado satisfatório de acordo com a classificação de risco do Ministério da Saúde e representa uma redução significativa em relação ao primeiro levantamento do ano, realizado em janeiro, quando o índice registrado foi de 1,8%.
A queda nos números reflete o avanço das ações de combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, além do trabalho de monitoramento realizado pela Vigilância em Saúde Ambiental.
O levantamento é utilizado para identificar a presença do Aedes aegypti e mapear as áreas com maior risco de infestação, permitindo direcionar ações estratégicas de prevenção e combate em diferentes regiões da cidade.
Maioria dos focos continua dentro das residências
Durante o segundo LIRAa de 2026, as equipes vistoriaram 3.515 imóveis em diversas regiões do município e encontraram 34 focos positivos do mosquito. Apesar da melhora no índice geral, um dado continua preocupando as autoridades de saúde: 97% dos focos estavam dentro das residências.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o resultado reforça a necessidade da participação da população no combate ao mosquito, especialmente na eliminação de recipientes que acumulam água parada.
Outro ponto destacado no levantamento foi o perfil dos criadouros encontrados. Cerca de 82% dos focos estavam em depósitos considerados de fácil eliminação, como latas, garrafas, baldes, pratinhos de vasos de plantas e outros recipientes móveis.
Comparação com o primeiro levantamento

No primeiro LIRAa de 2026, realizado em janeiro, foram vistoriados 3.529 imóveis. Na ocasião, foram encontrados 73 focos positivos do mosquito em 62 imóveis, sendo 61 residências e apenas um terreno baldio.
Assim como no levantamento mais recente, a maior parte dos focos também estava dentro das casas, representando 98% dos registros.
Em relação aos criadouros identificados no início do ano, 26% estavam em depósitos móveis e 57,6% em recipientes passíveis de remoção, como garrafas, latas, pratinhos de plantas e bebedouros de animais. Ao todo, 83,6% dos focos eram considerados de fácil eliminação.
Regiões seguem em situação de alerta
Apesar da redução do índice geral, a Secretaria Municipal de Saúde alertou que grande parte das regiões Leste, Centro e Sul do município ainda apresenta situação de alerta, exigindo atenção redobrada da população e intensificação das ações de vigilância ambiental.
As equipes da Vigilância Ambiental irão reforçar visitas domiciliares, orientações educativas e ações preventivas nessas localidades, com o objetivo de eliminar possíveis criadouros e conscientizar os moradores sobre os cuidados necessários.
De acordo com o coordenador da Divisão de Saúde Ambiental, Jorge Miguel Ferreira do Lago, os resultados demonstram avanço no trabalho preventivo, mas o combate ao mosquito precisa ser contínuo.
“Mesmo com a redução do índice e um resultado considerado satisfatório, não podemos relaxar. A maioria dos focos continua sendo encontrada dentro das residências e em recipientes simples de serem eliminados. Isso mostra que pequenas atitudes da população fazem toda a diferença na prevenção da dengue e demais arboviroses”, destacou.
O secretário municipal de Saúde, Dr. Luis Augusto de Faria Cardoso, também reforçou a importância da colaboração da comunidade nas ações preventivas.
“Pedimos que cada morador reserve alguns minutos por semana para vistoriar quintais, calhas, vasos de plantas e qualquer objeto que possa acumular água. A prevenção ainda é a nossa principal arma contra o Aedes aegypti, e pequenas atitudes dentro de casa fazem uma grande diferença para toda a comunidade”, afirmou.

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