Vereador questiona infraestrutura do SAMU e pede transparência nas ações da Prefeitura
Atualizado em 10/07/2026

A Câmara Municipal de Poços de Caldas aprovou, nesta semana, o Requerimento nº 2.582, de autoria do vereador Tiago Mafra (PT), que solicita ao Poder Executivo uma série de informações sobre a infraestrutura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) no município.
No documento, o parlamentar questiona a situação operacional das viaturas, o fornecimento de materiais básicos utilizados no atendimento pré-hospitalar e a cessão do espaço físico do Núcleo de Educação em Urgências (NEU), anteriormente destinado ao treinamento das equipes médicas e de enfermagem.

Segundo o vereador, relatos encaminhados ao seu gabinete apontam problemas que podem comprometer o funcionamento do serviço.
“Antes de qualquer coisa, é preciso falar do papel desempenhado pelo SAMU na preservação de vidas no município. Dessa forma, a desestruturação de um núcleo de urgências, atrelada à falta de condições dignas de trabalho e materiais, coloca em iminente risco a eficiência dos salvamentos prestados diretamente à população poços-caldense”, afirmou.
Entre os questionamentos apresentados no requerimento está o número total de ambulâncias que compõem a frota do SAMU, além dos valores gastos com manutenção mecânica e reparos das viaturas nos últimos 12 meses.
O documento também solicita que o Executivo confirme se o espaço físico do Núcleo de Educação em Urgências (NEU) foi cedido para o treinamento da Guarda Civil Municipal, além de apresentar informações sobre essa eventual utilização.
Outro ponto abordado diz respeito a denúncias feitas por servidores sobre o desabastecimento de materiais e insumos utilizados nos atendimentos de urgência e emergência. Diante disso, o vereador requer o envio de um relatório técnico contendo o estoque de insumos do SAMU referente aos últimos 90 dias.
Ao justificar a proposição, Tiago Mafra destacou que cabe ao Poder Legislativo exercer a fiscalização da administração pública e acompanhar a correta aplicação dos recursos públicos.
“Permitir a deterioração de suas viaturas, a falta de insumos e o desalojamento de seu núcleo técnico de capacitação configura grave prejuízo operacional para o município. É dever desta Casa cobrar explicações e buscar a imediata regularização das condições de trabalho das equipes de urgência e emergência”, declarou.
O requerimento também ressalta a necessidade de transparência na gestão do serviço e de garantir condições adequadas para que o SAMU mantenha a qualidade dos atendimentos prestados à população.

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