Tenente Alice Almeida, que atuou em Poços de Caldas, está entre as vítimas de queda de avião da PMMG
Atualizado em 09/10/2026

A tenente Alice Almeida, da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), está entre as três vítimas da queda de um avião da corporação registrada na tarde desta sexta-feira (9/10), nas proximidades do Aeroporto Regional de Ipatinga, em Santana do Paraíso, no Vale do Aço. A militar já atuou no policiamento em Poços de Caldas, e esteve na cidade na quinta-feira (8), quando participou de uma missão de transporte de órgãos.
Alice integrava o Comando de Aviação do Estado (Comave) e era piloto da Polícia Militar. Ela morreu ao lado do tenente-coronel Luis Silvestre, comandante do Esquadrão de Aviões do Comave, e da tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende. Os três faziam parte da tripulação da aeronave.
O acidente ocorreu pouco depois de uma nova decolagem do Aeroporto Regional de Ipatinga. As causas da queda ainda não foram esclarecidas.
Trajetória da tenente Alice Almeida
Natural de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, Alice se mudou para Caratinga aos seis anos de idade. Na cidade, estudou na rede pública de ensino antes de ingressar na carreira militar e se tornar piloto da Polícia Militar de Minas Gerais.

Ao longo da carreira, a tenente também atuou no policiamento em Poços de Caldas. Na quinta-feira (8), um dia antes do acidente, ela esteve no município para participar de uma missão de transporte de órgãos, atividade importante para viabilizar transplantes e que exige agilidade no deslocamento.
A presença da militar na cidade na véspera da tragédia marca sua atuação em uma missão de serviço público antes do acidente que interrompeu sua trajetória na corporação.
Quem eram os outros militares
O tenente-coronel Luis Silvestre comandava o Esquadrão de Aviões do Comave. Ele acumulava mais de 24 anos de atuação na Polícia Militar, sendo 19 deles dedicados exclusivamente à Aviação de Segurança Pública. Além de piloto, era instrutor de voo e examinador credenciado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
A tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende também integrava o Comave. Mãe de duas crianças, ela havia dado à luz ao segundo filho recentemente e era a primeira mulher habilitada a pilotar aeronaves de asa fixa no Comando de Aviação do Estado da PMMG.
Na quinta-feira (8), um dia antes do acidente, o Comave publicou uma homenagem à militar nas redes sociais para celebrar seu retorno aos voos após a licença-maternidade. No vídeo divulgado pela corporação, Gabriela aparece ao lado do marido e dos filhos.
Como aconteceu a queda

O avião da PMMG decolou do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, às 15h16 desta sexta-feira. A aeronave pousou no Aeroporto Regional de Ipatinga às 15h59.
Após decolar novamente, caiu nas proximidades do terminal, às margens do quilômetro 43 da BR-458. O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) foi acionado às 16h20 para atender à ocorrência.
O diretor de Comunicação da Polícia Militar, tenente-coronel Flávio Santiago, confirmou a morte dos três ocupantes.
Aeronave era utilizada em missões policiais e transporte de órgãos
O avião era um bimotor turboélice Beechcraft 300, conhecido como Super King Air 300, de prefixo PP-EJO. Fabricada em 1986, a aeronave tinha capacidade original para nove passageiros e um piloto.
O equipamento era utilizado pela Polícia Militar em missões de segurança pública, transporte executivo e transporte aeromédico de órgãos destinados a transplantes. Segundo as informações levantadas, a documentação estava regularizada até abril de 2027.
A queda em Santana do Paraíso foi o segundo acidente aéreo fatal registrado em Minas Gerais nesta sexta-feira. Mais cedo, um monomotor caiu no pátio de manutenção de trens da Estação São Gabriel, na região Nordeste de Belo Horizonte. O piloto morreu.
As circunstâncias dos acidentes ainda precisam ser esclarecidas.
* Com informações de O Tempo.

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