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Projeto Morro do Ferro, em Poços de Caldas, registra teor recorde de 40,5% de terras raras

Atualizado em 19/10/2026

 

Resultado foi obtido em uma amostra de 1,2 metro; sondagem também identificou mineralização contínua por 111 metros, com teor médio de 8,25% de óxidos totais de terras raras

 

A australiana Power Minerals anunciou novos resultados de sondagem no Projeto Morro do Ferro, em Poços de Caldas, com a identificação de um teor de 40,5% de óxidos totais de terras raras (TREO) em uma amostra de 1,2 metro. Segundo comunicado divulgado pela companhia à Bolsa de Valores da Austrália (ASX), esse é o maior teor individual registrado até agora no empreendimento.

O resultado foi obtido no furo de sondagem MFSR-057, que também identificou um intervalo contínuo de 111 metros, a partir da superfície, com teor médio de 8,25% de TREO. Dentro desse trecho, foram registrados 51 metros com teor médio de 15,42%, incluindo um intervalo de 15 metros com média de 20,42%.

Outro destaque foi a concentração de óxidos de terras raras utilizados na fabricação de ímãs permanentes de alto desempenho. Esses materiais são empregados em motores de veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos e diversas aplicações industriais. Na amostra de maior concentração, o teor desses elementos chegou a 7,73%.

De acordo com a Power Minerals, os resultados ampliam o conhecimento sobre a extensão e a continuidade da mineralização no Morro do Ferro e fornecem novas informações para a preparação da primeira estimativa de recursos minerais do projeto.

Sondagem amplia conhecimento sobre o depósito

A nova sondagem foi realizada entre duas seções investigadas anteriormente, com o objetivo de verificar a continuidade das zonas mineralizadas. Os resultados indicaram concentrações elevadas de terras raras em profundidade, contribuindo para a interpretação geológica do depósito.

No furo MFSR-057, cinco amostras individuais apresentaram teores superiores a 20% de TREO. Os dados integram as campanhas de pesquisa realizadas pela empresa ao longo de 2026.

“Essas são interseções de terras raras de classe mundial, combinando ampla mineralização desde a superfície com teores excepcionalmente elevados”, afirmou Alistair Stephens, CEO da Power Minerals, em declaração traduzida do comunicado oficial.

Segundo o executivo, a companhia concentra seus esforços na definição da escala e da continuidade da mineralização, enquanto avança nos estudos metalúrgicos para avaliar a recuperação dos elementos de maior valor comercial.

Terras raras têm importância estratégica

As terras raras vêm ganhando importância no mercado internacional diante do interesse em diversificar as cadeias de fornecimento de minerais críticos. Elementos como neodímio, praseodímio, disprósio e térbio são utilizados em tecnologias de eletrificação, energia renovável e aplicações industriais avançadas.

Nesse contexto, o Brasil reúne condições geológicas para ampliar sua participação no mercado internacional, tanto na produção mineral quanto no desenvolvimento de novas cadeias industriais.

A Power Minerals mantém o programa de sondagens no Morro do Ferro e aguarda resultados laboratoriais adicionais. As próximas etapas incluem o aprofundamento dos estudos geológicos e mineralógicos, a avaliação metalúrgica e a continuidade dos trabalhos necessários à definição inicial de recursos minerais.

A companhia ressalta que os resultados divulgados são dados de exploração e ainda não constituem uma estimativa de recursos ou reservas minerais.

 

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