Andradas proíbe uso de vias públicas para operações internas de mineração de terras raras
Atualizado em 16/10/2026
Lei determina que o transporte de terra, minério bruto e rejeitos seja feito por vias próprias dos empreendimentos; iniciativa popular semelhante mobiliza moradores de Caldas

A utilização de estradas públicas para operações internas de mineração de terras raras passou a ser proibida em Andradas. A medida está prevista na Lei Ordinária nº 2.337, sancionada em 6 de outubro, que determina que o transporte de terra, minério bruto, estéril e rejeitos seja realizado por vias próprias dos empreendimentos.
O texto, elaborado pela sociedade civil e formalizado pelo Núcleo Caracol, é apontado pela associação como uma reação ao avanço da exploração de terras raras na região. A iniciativa busca proteger moradores e produtores rurais dos impactos do trânsito de veículos de carga ligado à atividade minerária.
A discussão ganhou força após o anúncio, em agosto, de uma parceria entre o Governo de Minas Gerais e a empresa australiana Meteoric Resources para a pavimentação de 23 quilômetros entre Andradas e Pocinhos do Rio Verde.
Segundo o Núcleo Caracol, a legislação representa uma medida de proteção para a população diante dos desdobramentos da exploração de terras raras e das possíveis consequências do uso das estradas públicas para o transporte de materiais relacionados à atividade.
Iniciativa popular também mobiliza Caldas
Em Caldas, uma iniciativa popular com objetivo semelhante foi protocolada na Câmara Municipal. Intitulado “Sem caminho, a roça não anda”, o projeto reuniu 601 assinaturas e propõe proteger as estradas do município dos prejuízos relacionados à mineração.
A mobilização segue o caminho da iniciativa de Andradas e leva para o debate municipal a preocupação com os impactos do transporte de cargas ligadas aos empreendimentos minerários.
Participação da população
Para Helena Sasseron, representante do Núcleo Caracol, a defesa dos interesses dos municípios depende da atuação conjunta do poder público, de coletivos e da população.
“Se as empresas e órgãos reguladores não colocam limites onde a mineração pode acontecer, cabe à população falar: aqui eles não vão passar”, afirmou.
Fonte: Associação Núcleo Caracol.

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