Oftalmologistas lançam campanha nacional para ampliar diagnóstico precoce do glaucoma
Atualizado em 05/05/2026
Mobilização “24 Horas pelo Glaucoma – 24 Dias de Cuidado” prevê ações ao longo de maio

O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e a Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG) lançaram, nesta segunda-feira (4), a campanha “24 Horas pelo Glaucoma – 24 Dias de Cuidado”, com o objetivo de ampliar o diagnóstico precoce da doença, considerada uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo. A mobilização ocorre ao longo de todo o mês de maio, com iniciativas voltadas à conscientização da população.
A campanha inclui a produção e distribuição de conteúdos educativos e informativos em diferentes plataformas digitais, além de uma série de podcasts direcionados a médicos, gestores de saúde e ao público em geral. Os materiais abordam fatores de risco, adesão ao tratamento, uso correto de colírios e o combate à desinformação sobre o glaucoma.
Doença silenciosa
Sem apresentar sintomas nas fases iniciais, o glaucoma costuma ser identificado apenas quando já há comprometimento da visão. No Brasil, a estimativa é de que cerca de 1,7 milhão de pessoas convivam com a doença.
Como a perda visual causada pelo glaucoma é irreversível, o diagnóstico tardio segue como um dos principais desafios, segundo o CBO. Entre os fatores de risco estão histórico familiar, idade acima de 40 anos e alta miopia. Pessoas negras e asiáticas também apresentam maior predisposição.
O conselho reforça que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece acesso ao diagnóstico, acompanhamento e tratamento da doença, incluindo o fornecimento de colírios e a realização de procedimentos.
Crescimento desigual no acesso a exames
Dados do CBO apontam que, entre janeiro de 2019 e dezembro de 2025, foram realizados mais de 12 milhões de exames específicos para diagnóstico de glaucoma pelo SUS. No período, o número de procedimentos passou de 1.377.397 para 2.269.919, um aumento de 65%.
Apesar do crescimento, a distribuição dos exames pelo país ainda apresenta desigualdades. A região Sudeste registrou a maior expansão, com aumento de 115%, enquanto o Nordeste teve o menor crescimento, de 36%, evidenciando diferenças no acesso aos serviços de saúde.
Fonte: Com informações de Agência Brasil.

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