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Minha Casa, Minha Vida sobe limite de renda para R$ 13 mil e amplia valor dos imóveis; veja mudanças

Atualizado em 22/04/2026

 

Residencial Vale dos Pinheiros, no Jardim Itamaraty em Poços de Caldas. Foto: Secom.

As novas regras do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) passam a valer a partir desta quarta-feira (22), com mudanças que ampliam o alcance do programa habitacional e facilitam o acesso ao financiamento imobiliário. As operações serão realizadas pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil.

Entre as principais alterações estão o aumento do limite de renda familiar mensal — que agora chega a R$ 13 mil — e a ampliação do valor máximo dos imóveis financiados, que pode atingir até R$ 600 mil, dependendo da faixa.

Ampliação beneficia classe média

As mudanças elevam os limites em todas as faixas do programa, o que deve beneficiar principalmente a classe média. Com isso, famílias que antes ficavam fora dos critérios passam a ter acesso a taxas de juros mais baixas do que as praticadas no mercado.

Segundo o governo federal, cerca de 87,5 mil famílias devem ser beneficiadas diretamente com as novas condições.

Especialistas apontam que a medida deve estimular a retomada da procura por financiamentos imobiliários, especialmente entre famílias que enfrentavam dificuldades devido aos juros elevados.

Novos limites de renda

As faixas de renda foram atualizadas da seguinte forma:

  • Faixa 1: até R$ 3.200
  • Faixa 2: até R$ 5.000
  • Faixa 3: até R$ 9.600
  • Faixa 4: até R$ 13.000

Com a mudança, famílias que estavam próximas dos limites anteriores passam a se enquadrar em faixas com juros menores.

Na prática, quem tinha renda ligeiramente acima dos antigos tetos pode agora migrar para categorias com condições mais vantajosas, reduzindo o custo do financiamento.

Imóveis com valores mais altos

Também houve aumento no valor máximo dos imóveis financiados:

  • Faixas 1 e 2: entre R$ 210 mil e R$ 275 mil (conforme a região)
  • Faixa 3: até R$ 400 mil
  • Faixa 4: até R$ 600 mil

A atualização amplia o leque de opções disponíveis, permitindo a compra de imóveis maiores ou melhor localizados.

Impacto no mercado imobiliário

De acordo com especialistas, as mudanças aumentam a capacidade de compra das famílias. Com o mesmo nível de renda, será possível adquirir imóveis de melhor padrão ou reduzir o valor da entrada.

O ajuste ocorre em um cenário de juros ainda elevados, influenciados pela taxa básica da economia, a taxa Selic, que permanece em patamar alto.

Além disso, o governo estima que cerca de 31,3 mil famílias passem a integrar a faixa 3 e outras 8,2 mil a faixa 4 do programa.

Programa ganha força no setor da construção

O MCMV tem sido um dos principais motores do setor de construção civil no país. Em 2025, o programa registrou recorde de contratações, sustentando boa parte da atividade no segmento.

Especialistas destacam que, enquanto o programa e o mercado de alto padrão mantiveram bom desempenho, a classe média fora do MCMV enfrentou maiores dificuldades devido às taxas de financiamento mais elevadas.

Com as novas regras, a expectativa é de que esse público volte a ter maior acesso ao crédito imobiliário e retome a busca pela casa própria.

 

Fontes: Com informações de Agência Brasil e G1.

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