Caneta brasileira de semaglutida chega às farmácias em junho com preços a partir de R$ 452
Atualizado em 02/06/2026

A farmacêutica EMS anunciou que a primeira caneta de semaglutida produzida no Brasil começará a ser vendida nas farmácias a partir de 15 de junho, com preços a partir de R$ 452. A expectativa da empresa é ampliar o acesso ao tratamento da obesidade, já que os medicamentos à base da substância atualmente podem custar cerca de R$ 1 mil por mês.
A versão nacional foi a primeira aprovada após a expiração da patente da farmacêutica Novo Nordisk, responsável pelos medicamentos Ozempic e Wegovy. Na última semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou a EMS a praticar um preço máximo semelhante ao dos produtos já disponíveis no mercado, próximo de R$ 800 por caneta.
Apesar disso, a empresa decidiu lançar o produto com valores mais baixos. Segundo a EMS, a estratégia acompanha o movimento de aumento da concorrência após o fim da patente. A própria Novo Nordisk reduziu preços recentemente para manter a competitividade diante da chegada de versões nacionais da semaglutida. Até o início deste ano, havia pelo menos 17 pedidos de registros semelhantes em análise na Anvisa.
Plano de preços
A farmacêutica informou que desenvolveu um plano voltado aos três primeiros meses de tratamento, período em que normalmente são utilizadas doses menores da medicação.
De acordo com a empresa, o custo total para os primeiros 90 dias será de R$ 863,23. Com isso, o gasto médio mensal do paciente durante essa fase inicial fica em aproximadamente R$ 287.
O pacote inclui canetas com dosagens iniciais e estará disponível a partir do dia 15 de junho.
Além disso, a EMS anunciou um segundo pacote contendo duas canetas de 1,0 mg pelo valor de R$ 896. No entanto, a empresa ainda não divulgou a data de lançamento dessa versão.
Medicamento é utilizado no tratamento da obesidade
A semaglutida é indicada principalmente para o tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. Nos últimos anos, a substância ganhou destaque devido aos resultados obtidos na perda de peso.
A possibilidade de inclusão do medicamento no Sistema Único de Saúde (SUS) chegou a ser discutida, mas a proposta não avançou em razão do alto custo do tratamento.
Com a chegada da versão nacional e a redução dos preços, o mercado passa a contar com uma alternativa mais acessível para pacientes que utilizam a medicação de forma contínua.
Fonte: Com informações do G1.

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