Santa Casa de Poços de Caldas enfrenta alta ocupação de leitos com avanço de doenças respiratórias no inverno
Atualizado em 17/07/2026
Hospital opera com setores totalmente ocupados, enquanto pronto-socorro mantém pacientes aguardando transferência; cenário se repete em outras cidades do Sul de Minas

O aumento dos casos de doenças respiratórias durante o inverno tem provocado forte pressão sobre a rede pública de saúde no Sul de Minas. Hospitais e unidades de pronto atendimento de diversas cidades registram alta ocupação de leitos, especialmente de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), enquanto pacientes aguardam vagas para internação.
Entre os municípios que enfrentam o cenário estão Poços de Caldas, Varginha, Passos, Itajubá, Lavras e Alfenas, com hospitais operando no limite ou próximos da capacidade máxima.
Santa Casa de Poços opera com setores lotados
Em Poços de Caldas, a Santa Casa informou que 176 dos 185 leitos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS) estão ocupados. Os setores de pediatria, UTI Neonatal, UTI Adulto, clínica médica e cirurgia geral trabalham com 100% de ocupação.
Dos 185 leitos disponíveis para atendimento pelo SUS, apenas nove permanecem vagos, concentrados nos setores de obstetrícia e na ala de queimados.
Além da elevada taxa de ocupação, o pronto-socorro da instituição mantém 14 pacientes que já deveriam ter sido transferidos para enfermarias, mas seguem aguardando a disponibilidade de leitos.
Segundo o superintendente da Santa Casa, Renan Rodrigues, o aumento da demanda está diretamente relacionado ao crescimento dos casos de doenças respiratórias característicos do período de inverno.
Novo sistema de regulação também impacta transferências
Outro fator apontado pelas unidades de saúde é a dificuldade no processo de transferência de pacientes por meio do novo sistema estadual de regulação de vagas, o CORE, que substituiu o SUSFácil.
De acordo com a direção da Santa Casa, quando determinada especialidade já está com todos os leitos ocupados, o CORE direciona os pacientes para hospitais que ainda possuem disponibilidade, o que altera a dinâmica das transferências e contribui para que pacientes permaneçam por mais tempo nas unidades de pronto atendimento e hospitais da região.
Fonte: G1 Sul de Minas.

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