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Audiência pública debate fortalecimento das políticas de saúde mental em Poços de Caldas

Atualizado em 25/08/2026

 

Encontro reuniu representantes do poder público, profissionais da saúde, instituições de ensino e sociedade civil para discutir prevenção, acolhimento e ampliação da rede de atendimento

A Câmara Municipal de Poços de Caldas realizou, na última semana, a audiência pública “Saúde Mental e Valorização da Vida: Conscientização, Prevenção e Fortalecimento das Políticas Públicas no Município”. O encontro foi proposto pelo vereador Wellington Paulista (PSDB), por meio do Requerimento nº 899/2026, com assinatura também do vereador Tiago Braz (REDE), e reuniu representantes do poder público, profissionais da saúde, instituições de ensino e sociedade civil.

A audiência teve como objetivo discutir estratégias de promoção da saúde mental, prevenção e fortalecimento da rede de atendimento no município.

Participaram da mesa de debates o vereador Tiago Braz; a coordenadora da Divisão do Programa Municipal da Juventude (PMJ), Ana Maria Lobo, representando o secretário municipal de Educação; a secretária municipal de Assistência Social, Marcela Brito de Carvalho Messias; o diretor do Departamento de Atenção à Saúde, Alisson Barbosa Silva, representando o secretário municipal de Saúde; o coordenador da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), Rafael Franklin; o coordenador do curso de Psicologia da PUC Minas Poços de Caldas, professor Lucas Tadeu Garcia; e o professor e psicólogo Renato Ramos, representando o curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera e o grupo de moradores da Zona Sul “Rara é a Vida”.

Além das apresentações dos convidados, o encontro contou com pronunciamentos do vereador Wellington Paulista, autor da proposta, de representantes de associações e de cidadãos que utilizaram a Tribuna Popular para apresentar relatos e sugestões relacionados à saúde mental.

Escola como espaço de acolhimento

Durante a audiência, Ana Maria Lobo destacou a importância da escola na identificação de situações de sofrimento e na construção de relações baseadas no acolhimento e na escuta.

“Quando falamos em saúde mental, precisamos reconhecer o contexto social em que vivemos. Não podemos minimizar o sentimento do outro. Quando uma criança, um adolescente ou um profissional nos diz que não está bem, nossa primeira atitude precisa ser a escuta e o acolhimento”, afirmou.

A coordenadora também apresentou o Programa Entrelaços, desenvolvido pela rede municipal de ensino com o objetivo de fortalecer a convivência, o respeito e a escuta entre estudantes, famílias e profissionais da educação.

Estrutura da Rede de Atenção Psicossocial

O diretor do Departamento de Atenção à Saúde, Alisson Barbosa Silva, apresentou a estrutura da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e explicou a organização dos serviços destinados ao atendimento em saúde mental.

Segundo ele, o funcionamento da rede segue legislações federais, portarias e normativas do Ministério da Saúde.

“A RAPS é fundamentada em leis federais, portarias e normativas do Ministério da Saúde. Tudo aquilo que fazemos hoje para direcionar a pessoa com transtorno de saúde mental é fundamentado”, explicou.

A rede é formada por diferentes pontos de atendimento, incluindo a Atenção Básica, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), serviços de urgência e emergência, unidades de acolhimento e leitos de saúde mental em hospitais gerais.

Propostas e continuidade das ações

Na avaliação do vereador Wellington Paulista, a audiência permitiu ampliar o debate sobre um tema que tem impacto na população e na rede de serviços públicos.

“Foi uma audiência muito positiva. Pudemos debater um assunto que é um dos maiores desafios da atualidade. Cada vez mais pessoas enfrentam situações de ansiedade, depressão e estresse, além de outros sofrimentos que impactam suas vidas, famílias e toda a sociedade. Ampliamos o diálogo e procuramos sugerir iniciativas para fortalecer a prevenção e o acolhimento”, afirmou.

Tiago Braz também destacou a participação de diferentes setores na discussão e defendeu que as propostas apresentadas durante a audiência tenham continuidade.

“A audiência pública contou com a participação das universidades, estudantes, profissionais da área da saúde mental e da população, trazendo contribuições importantes sobre os desafios enfrentados pelo município e a necessidade de fortalecer as políticas de prevenção, acolhimento e atendimento”, disse.

Para o vereador, o próximo passo é transformar as discussões em ações concretas.

“Precisamos avançar na estrutura da rede de atendimento, na prevenção, na valorização dos profissionais e na garantia de acesso a um atendimento de saúde mental adequado e humanizado. A saúde mental e a valorização da vida devem estar entre as prioridades do município”, concluiu.

 

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