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Viridis estima investimento de US$ 449 milhões para produzir terras raras em Poços de Caldas a partir de 2028

Atualizado em 20/08/2026

 

Companhia concluiu estudo definitivo de viabilidade do projeto Colossus, anunciou nova captação de até US$ 120 milhões e prevê produção de carbonato misto refinado com maior concentração de terras raras magnéticas

Foto: Viridis.

A Viridis Mining and Minerals estima em US$ 449 milhões o investimento necessário para colocar em produção o projeto Colossus, de terras raras, em Poços de Caldas. A companhia prevê iniciar a produção no segundo semestre de 2028, de acordo com o Estudo Definitivo de Viabilidade (DFS, na sigla em inglês), divulgado nesta quinta-feira (20).

A conclusão do DFS representa uma das principais etapas para que um projeto mineral avance da fase de estudos para a decisão final de investimento e construção. Nessa etapa, são consolidadas, com maior grau de precisão, as estimativas de investimentos e custos operacionais, reservas, engenharia, desempenho metalúrgico e projeções econômicas que também serão analisadas pelas instituições responsáveis pelo financiamento.

Com a conclusão do estudo, a Viridis passa a oferecer aos potenciais credores parâmetros mais definidos sobre custos, reservas e desempenho econômico do projeto. A empresa pretende receber propostas de financiamento e avançar nas aprovações dos credores até o fim de setembro.

Produto terá maior concentração de terras raras magnéticas

O produto final previsto para o Colossus será um carbonato misto refinado de terras raras (MREC). Com isso, a Viridis não pretende apenas extrair o minério e exportá-lo bruto. O projeto inclui uma etapa de processamento destinada a concentrar as terras raras em um produto intermediário que será utilizado nas fases posteriores de separação e transformação.

A rota de processamento foi modificada em relação ao estudo anterior para retirar parte do lantânio, elemento de menor valor, e aumentar proporcionalmente a concentração das terras raras magnéticas de maior valor.

O MREC projetado deverá apresentar aproximadamente 63,9% de óxidos de neodímio e praseodímio (NdPr) e 2,8% de disprósio e térbio (DyTb). A produção média estimada é de cerca de 2.967 toneladas por ano de óxidos de terras raras magnéticas, considerando Nd, Pr, Dy e Tb.

Os quatro elementos estão entre os principais componentes utilizados na fabricação de ímãs permanentes empregados em motores de veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos e aplicações de defesa.

A estratégia da companhia é produzir no Brasil um material já processado e com maior concentração desses elementos antes de encaminhá-lo para as demais etapas da cadeia produtiva.

A Viridis mantém negociações comerciais com potenciais compradores na Europa, nos Estados Unidos e na Ásia. A empresa também avançou nos termos para um acordo de compra da produção com a francesa Solvay, que atua na separação e no processamento de terras raras.

Produção deve começar em 2028

O cronograma apresentado no DFS prevê a primeira produção no segundo semestre de 2028, seguida pelo aumento gradual da capacidade operacional.

Segundo a companhia, já foram concluídas licitações para parte dos principais equipamentos, enquanto contratos de fornecimento estão em negociação. A empresa também já contratou a conexão do projeto à rede de alta tensão.

O Colossus possui atualmente 200,1 milhões de toneladas de reservas minerais, com teor médio de 2.894 partes por milhão (ppm) de óxidos totais de terras raras.

Desse total, 27,4 milhões de toneladas estão classificadas como reservas provadas e 172,7 milhões de toneladas como prováveis.

Embora o estudo econômico considere inicialmente 25 anos de produção, o planejamento das reservas aponta potencial para aproximadamente 41 anos de operação na capacidade nominal de processamento prevista.

Projeto pode gerar US$ 8,54 bilhões em receita

No cenário de preços à vista utilizado pela companhia, a Viridis estima que o Colossus possa gerar US$ 8,54 bilhões em receita ao longo dos 25 anos considerados no estudo econômico.

O projeto apresenta, ainda segundo a empresa, valor presente líquido após impostos de US$ 1,196 bilhão, taxa interna de retorno de 36,4% e previsão de recuperação do investimento inicial em 2,7 anos após o início da produção.

Nova captação de até US$ 120 milhões

Junto com a divulgação do DFS, a Viridis anunciou compromissos para uma nova captação de até US$ 120 milhões em capital, destinada ao avanço do projeto Colossus.

Desse montante, até US$ 75 milhões serão aportados pela gestora One Investment Management. Outros US$ 40 milhões foram comprometidos por um grupo de investidores estratégicos. Além disso, a ORE Investments e a Régia Capital anteciparam uma parcela adicional de US$ 5 milhões de um acordo já existente.

A estrutura financeira prevista pela companhia considera aproximadamente 70% do investimento financiado por dívida e 30% por capital próprio. Com um CAPEX estimado em US$ 449 milhões, a necessidade de capital próprio seria de aproximadamente US$ 135 milhões.

Considerando a nova captação, os recursos ainda disponíveis do acordo com ORE/Régia e o caixa da companhia, a Viridis afirma já ter identificadas fontes suficientes para cobrir essa parcela do investimento.

Próximas etapas

Apesar dos avanços, ainda existem etapas a serem concluídas antes do início da construção do projeto. A companhia precisa finalizar o pacote de financiamento por dívida, transformar as negociações para venda da produção em um contrato vinculante, obter a licença de instalação e tomar a decisão final de investimento (FID).

A expectativa da Viridis é avançar para a decisão final de investimento no quarto trimestre de 2026. Após essa etapa, a companhia pretende iniciar a construção do Colossus, mantendo a previsão de primeira produção para o segundo semestre de 2028.

 

Fonte: Com informações de CNN.

 

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