Viridis continua a avançar na Cadeia Nacional de Terras Raras do Brasil
Atualizado em 31/08/2026
Processamento avançado do minério do projeto Colossus entrega MREC refinado para apoiar a industrialização de terras raras no Brasil

A Viridis Mining and Minerals Limited continua avançando sua estratégia para apoiar o desenvolvimento de uma cadeia nacional integrada de terras raras no Brasil. A empresa entregou o primeiro lote de 5 kg de Carbonato Misto de Terras Raras Refinado (MREC), produzido a partir do minério do Projeto Colossus, ao Centro de Inovação e Tecnologia do SENAI para Terras Raras e Ímãs (CIT SENAI ITR).
O material foi produzido no Centro de Processamento e Tecnologia de Terras Raras (CPTR) da Viridis, em Poços de Caldas (MG), utilizando tecnologia proprietária de processamento.
Segundo a empresa, a entrega representa mais um marco na estratégia de três anos da Viridis para apoiar a industrialização da indústria de terras raras do Brasil.
A companhia afirma que está avançando além da produção de concentrado mineral básico, utilizando tecnologia de processamento avançado para produzir um MREC refinado de maior valor agregado a partir do Projeto Colossus.
Material seguirá pela cadeia “da mina ao ímã”
O MREC refinado produzido a partir do minério de Colossus seguirá pela cadeia nacional “da mina ao ímã”. O material será encaminhado inicialmente ao Centro de Tecnologia Mineral (CETEM), no Rio de Janeiro, para separação dos óxidos individuais.
Na sequência, seguirá para o Instituto de Pesquisas Tecnológicas da Universidade de São Paulo (IPT-USP), em São Paulo, para a produção da liga metálica. Depois, retornará ao CIT SENAI ITR, em Minas Gerais, para a produção de ímãs permanentes.
O lote de 5 kg será utilizado para testes de separação e desenvolvimento de processos no CIT SENAI ITR antes de seguir para o CETEM e o IPT-USP.
Etapas da cadeia
- Extração: Projeto Colossus, em Minas Gerais;
- Processamento: CPTR da Viridis, em Poços de Caldas, com produção do MREC refinado;
- Separação: CETEM, no Rio de Janeiro, para separação dos óxidos individuais;
- Liga: IPT-USP, em São Paulo, para produção da liga metálica;
- Fabricação de ímãs: CIT SENAI ITR, em Minas Gerais, para produção de ímãs permanentes NdFeB.
Declaração do diretor-geral
O diretor-geral da Viridis, Rafael Moreno, destacou o avanço do projeto e a participação da empresa na cadeia brasileira de terras raras.
“Este é mais um passo importante na Viridis. Continuamos trabalhando nisso há três anos e agora estamos introduzindo um produto MREC refinado produzido a partir do minério de Colossus nessa cadeia emergente brasileira. O Brasil tem uma oportunidade extraordinária em terras raras e a Viridis está empenhada em ajudar a construir uma cadeia nacional integrada, resiliente e circular.”
Reciclagem de ímãs
Paralelamente às atividades relacionadas ao Projeto Colossus, a subsidiária Viridion está desenvolvendo capacidade de reciclagem de ímãs permanentes.
De acordo com a empresa, a iniciativa busca criar um ciclo fechado e reduzir a dependência de importações. Juntamente com as atividades de reciclagem da Viridion, a Viridis afirma estar apoiando o desenvolvimento de uma indústria brasileira de terras raras cada vez mais integrada e circular.
Impacto estratégico
A iniciativa tem como objetivo reduzir a dependência do Brasil de cadeias globais e criar empregos de alta tecnologia no país.
As terras raras são essenciais para aplicações como motores elétricos, turbinas eólicas e eletrônicos.
Sobre a Viridis Mining & Minerals
A Viridis é uma empresa australiana listada na ASX, focada no desenvolvimento do Projeto Colossus, descrito pela companhia como um dos maiores depósitos de terras raras iônicas do mundo, localizado em Minas Gerais.
31 de agosto de 2026 | ASX: VMM

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