Câmara de Poços questiona Prefeitura sobre operação de usinas das empresas DME
Atualizado em 31/08/2026
Requerimentos de autoria do vereador Flavinho de Lima e Silva solicitam informações sobre usina fotovoltaica e sobre a continuidade da exploração da UHE Walther Rossi (Antas II)

A Câmara Municipal de Poços de Caldas encaminhou questionamentos ao Poder Executivo sobre a situação atual de usinas operadas pelas empresas DME. Por meio de dois Requerimentos de autoria do vereador Flavinho de Lima e Silva (MDB), o Legislativo solicita esclarecimentos sobre a operação da usina fotovoltaica da DME Energética S.A., a destinação da energia produzida e informações sobre a produção da Usina Hidrelétrica Walther Rossi (Antas II), além da continuidade de sua exploração pela DME Distribuição S.A.
Usina fotovoltaica
Em relação à usina fotovoltaica da DME Energética S.A., o vereador lembra que a Câmara já havia aprovado, no ano passado, o Requerimento nº 1.578/2025, com pedidos de informações e documentos sobre o empreendimento.
Segundo Flavinho, a solicitação anterior incluía dados como o estudo de viabilidade, a capacidade projetada, a localização e os custos estimados da usina.
“Esta nova proposição tem como objetivo buscar novos dados, visto que chegaram relatos ao meu gabinete de que a usina já estaria em operação e que a energia elétrica produzida estaria sendo injetada na rede de distribuição”, comenta.
O atual requerimento busca esclarecer a situação do empreendimento, o volume de energia efetivamente gerado e qual tratamento está sendo dado à energia eventualmente injetada na rede de distribuição.
Usina Antas II

Outro requerimento trata da Usina Hidrelétrica Walther Rossi (Antas II). Entre os questionamentos apresentados está o encerramento da atual concessão da usina.
Flavinho solicita informações sobre a possibilidade jurídica de prorrogação ou renovação da concessão, incluindo documentos comprobatórios. O parlamentar também questiona quais providências já foram adotadas para tentar garantir a continuidade da exploração e quais alternativas estão sendo avaliadas caso a medida não seja concretizada.
O vereador destaca a importância da usina para a geração de energia própria da DME Distribuição e considera necessário acompanhar os possíveis impactos do término da concessão.
“Segundo a página institucional da DME, a Antas II possui potência instalada de 16,5 MW sendo a maior hidrelétrica da cidade. Conforme as Demonstrações Financeiras e Regulatórias da DMED de 2025, a usina gerou mais de 70 mil MWh naquele exercício, destinados ao mercado cativo da distribuidora, e sua concessão se encerra em 13 de março de 2029. Na mesma data também termina a vigência da outorga de uso dos recursos hídricos concedida pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico. São dados que merecem atenção e fiscalização do Legislativo. São Requerimentos que materializam a preocupação com o nosso DME e com o futuro da nossa energia”, afirma.

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