Vereador Flavinho cobra Governo de Minas por revisão do CORE e critica transferências de pacientes
Atualizado em 13/07/2026
Vereador voltou a questionar o novo modelo de gestão de vagas hospitalares durante sessão da Câmara e defendeu mudanças nos critérios de transferência de pacientes

O vereador Flavinho de Lima e Silva (MDB) voltou a criticar o funcionamento do sistema CORE, plataforma de regulação de leitos do Governo de Minas Gerais, durante a Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Poços de Caldas realizada na última terça-feira (7). Na ocasião, os vereadores aprovaram por unanimidade uma moção de apelo ao Governo do Estado solicitando a revisão dos critérios de avaliação de urgência e emergência, além das regras para as transferências de pacientes entre municípios.
O CORE substituiu o sistema SUSFÁCIL e entrou em operação em Minas Gerais no dia 20 de maio deste ano. Com a mudança, a definição do hospital de destino dos pacientes passou a ser feita pela Central Estadual de Regulação, sediada em Belo Horizonte.
Ao justificar seu voto favorável à moção, Flavinho afirmou que a medida busca contribuir para minimizar os impactos enfrentados pela população, mas reforçou as críticas à implantação do novo sistema.
“Vou votar favorável à moção de apelo para qualquer forma de contribuição que atinja especificamente todos os nossos cidadãos. Entretanto, reforço o meu repúdio a esse sistema, da forma como foi implantado sem ouvir ou sem levar em consideração as particularidades de cada região, fazendo assim nossa população sofrer como está sofrendo”, declarou o vereador.
Segundo o parlamentar, diversos vereadores têm sido procurados por familiares de pacientes que recebem a informação de que precisarão ser transferidos para hospitais localizados em municípios distantes de seus domicílios.
Críticas já haviam sido feitas em sessão anterior
O tema já havia sido levado por Flavinho à tribuna na Sessão Ordinária realizada em 30 de junho. Na ocasião, ele fez um apelo para que o prefeito liderasse um movimento em defesa da revisão do sistema estadual de regulação.
“Eu subo à tribuna para falar sobre dois assuntos bem específicos. O primeiro é um apelo ao senhor prefeito para que possa liderar, pois sabemos que não é da competência dele, a instalação do programa CORE no estado de Minas Gerais. Aliás, uma tragédia anunciada, prevista, avisada. O Ministério Público inclusive tentou derrubar o sistema, e, infelizmente, o governo do estado insiste em manter o CORE”, afirmou.
No dia seguinte ao pronunciamento, em 1º de julho, a Prefeitura de Poços de Caldas informou que o secretário municipal de Saúde, José Gabriel Baeta, participou de uma reunião com representantes da Regional de Saúde de Pouso Alegre para apresentar as reivindicações do município relacionadas ao novo sistema de regulação de vagas.
Problemas seriam registrados em diversas regiões

Durante o pronunciamento da última semana, Flavinho afirmou que as dificuldades não se restringem a Poços de Caldas e estariam sendo registradas em diferentes regiões de Minas Gerais.
“A gente que acompanha grupos de vereadores, de administrações, está vendo reclamações e problemas ocorridos em Minas Gerais inteira. Uma migração feita irresponsavelmente, onde não se analisou as questões locais ou regionais. Cada região tem sua particularidade e isso precisa ser respeitado”, disse.
O vereador também destacou os impactos das transferências para pacientes e familiares, especialmente quando o atendimento ocorre em cidades distantes.
“Não vou entrar em discussão sobre a qualidade do atendimento, mas vou entrar na discussão do suporte a todas essas famílias que têm os seus entes queridos, seja na hora de uma doença, na hora de um parto, no momento que for, sendo transferidos para outras cidades sem nenhuma condição de estadia”, concluiu.
As sessões da Câmara Municipal de Poços de Caldas podem ser acompanhadas na íntegra pelos canais oficiais da Casa Legislativa no Facebook e no YouTube.

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