Padrasto acusado de matar menino de 3 anos é absolvido após júri popular
Atualizado em 30/04/2026
Réu estava preso preventivamente e teve soltura determinada

O homem acusado de matar o menino Davi Miranda Totti, de 3 anos, foi absolvido nesta quinta-feira (30) após julgamento pelo Tribunal do Júri em Varginha, no Sul de Minas. Por maioria de votos, o Conselho de Sentença reconheceu que houve o crime, mas respondeu negativamente ao quesito sobre a autoria, o que resultou na absolvição do réu, Leonardo José Cardoso Azevedo Capitâneo.
A sessão teve início na quarta-feira (29) e se estendeu até esta quinta. Durante o julgamento, acusação e defesa apresentaram suas sustentações em plenário. O Ministério Público pediu a condenação por homicídio qualificado — com as agravantes de meio cruel, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e por se tratar de crime contra menor de 14 anos. Já a defesa sustentou a tese de negativa de autoria e solicitou a absolvição.
Após a formulação dos quesitos, os jurados se reuniram em sala secreta e, embora tenham reconhecido a materialidade do crime, rejeitaram a autoria atribuída ao réu por 4 votos a 2. Com isso, Leonardo foi absolvido da acusação de homicídio qualificado, uma vez que o júri entendeu não haver comprovação de que ele tenha sido o autor do crime.

Como o réu estava preso preventivamente, a Justiça determinou a expedição imediata de alvará de soltura. Da decisão ainda cabe recurso.
Relembre o caso
Leonardo José Cardoso Azevedo Capitâneo, padrasto da criança, respondia pelos crimes de homicídio qualificado e tortura. O caso ocorreu em 25 de fevereiro de 2025.
Segundo o boletim de ocorrência registrado na época, Davi foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) pela mãe e pelo padrasto. A Polícia Militar foi acionada após a equipe médica constatar a gravidade do estado de saúde do menino.
De acordo com a médica plantonista, a criança deu entrada na unidade com crise convulsiva e apresentava diversos ferimentos e hematomas pelo corpo, além de lesões no couro cabeludo, sangramento no globo ocular e na boca, e traumatismo craniano.
Em depoimento, o padrasto afirmou que nada teria acontecido com o menino e que apenas o colocou para dormir antes da chegada da mãe, que havia saído para ir à igreja. Ele também disse desconhecer a origem dos ferimentos.
O pai da criança relatou à polícia que havia visto o filho pela última vez no dia 22 de fevereiro e que, naquele momento, o menino não apresentava sinais de agressão.
Davi permaneceu internado por 14 dias no Hospital Regional de Varginha, mas não resistiu aos ferimentos. A morte foi confirmada em 11 de março.
Durante o julgamento, o advogado de acusação, Roberto Massote, afirmou que a família buscava respostas sobre o caso. Já o advogado de defesa, Fábio Gaudêncio, apontou falhas na investigação e reforçou o pedido de absolvição.
A mãe da criança chegou a ser investigada por omissão de socorro, mas, segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, não foi denunciada pelo Ministério Público neste processo.
Fonte: Com informações de G1.
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