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Mesmo com relatos de mofo, fezes de pombo e risco estrutural, Câmara rejeita moção sobre CEI Acalanto

Atualizado em 18/08/2026

 

Proposta cobrava providências do Poder Executivo para reforma da unidade ou transferência das crianças para um local com condições adequadas

A Câmara Municipal de Poços de Caldas rejeitou, durante a sessão ordinária desta terça-feira (18), uma Moção de Repúdio ao Poder Executivo pela falta de providências diante das condições estruturais e de salubridade apontadas no Centro de Educação Infantil (CEI) Acalanto.

A proposta cobrava medidas para solucionar os problemas existentes na unidade e garantir condições adequadas de segurança, higiene, salubridade e conforto para as crianças e os profissionais que permanecem no local diariamente.

De acordo com o texto da moção, o CEI Acalanto apresenta estrutura física severamente danificada e necessita de reforma e intervenção do Poder Executivo. O documento afirma que a situação já é conhecida pela Administração Municipal e que diversos vereadores estiveram na unidade, verificaram pessoalmente os problemas e fizeram cobranças ao Executivo.

A moção também relata que a situação chegou ao conhecimento do Ministério Público por meio de uma denúncia relacionada às condições da unidade.

Entre os problemas apontados estão a presença de bolor e a circulação de pombos nas dependências do CEI, além do avançado estado de deterioração da estrutura física. O texto destaca que as condições são especialmente preocupantes por se tratar de uma unidade destinada à Educação Infantil.

Durante a discussão da proposta, o vereador Tiago Mafra (PT) manifestou indignação com a rejeição da moção e reforçou os problemas identificados na unidade. Segundo o vereador, o CEI Acalanto apresenta mofo, fezes de pombo, alagamentos e risco estrutural no berçário.

O vereador defendeu a adoção de providências por parte do Poder Executivo diante das condições relatadas.

Moção cobrava reforma ou transferência das crianças

O documento apresentado à Câmara afirma que, diante da impossibilidade de solucionar imediatamente os problemas estruturais e de salubridade, o Poder Executivo também deveria providenciar a transferência das crianças para outro espaço que oferecesse condições apropriadas de segurança e salubridade.

A proposta argumentava que a Educação Infantil exige não apenas a oferta de vagas, mas também espaços dignos, seguros e saudáveis para o desenvolvimento das crianças.

A moção ainda apontava que a sucessão de alertas, cobranças e denúncias, sem soluções efetivas, demonstraria uma ausência de resposta do Poder Executivo diante de uma situação que envolve diretamente a proteção e o bem-estar das crianças.

Ao final, o texto apelava para que fossem adotadas, com urgência, medidas para a reforma e recuperação do CEI Acalanto ou, enquanto os problemas não fossem sanados, a transferência das crianças para um local com condições adequadas de segurança, higiene e salubridade.

Votação

A Moção de Repúdio foi rejeitada por cinco votos contrários a quatro favoráveis, com cinco vereadores se abstendo.

Votaram contra a proposta:

  • Álvaro Cagnani (PSDB)
  • Kleber Silva (Novo)
  • Marcos Sansão (PL)
  • Marcus Togni (Republicanos)
  • Neno (PRD)

Votaram a favor da moção:

  • Diney Lenon (PT)
  • Flavinho Lima e Silva (MDB)
  • Meiriele Maximino (União)
  • Tiago Mafra (PT)

Os vereadores que não votaram foram:

  • Aliff Jimenes (PL)
  • Lucas Arruda (Rede)
  • Ricardo Sabino (PL)
  • Tiago Braz (Rede)
  • Wellington Paulista (PSDB)

Com a rejeição, a Câmara não aprovou a manifestação formal de repúdio ao Poder Executivo em relação às condições relatadas no CEI Acalanto.

Após a votação, Tiago Mafra voltou a demonstrar indignação com o resultado e reforçou a necessidade de providências. Segundo o vereador, as crianças retornariam ao mesmo prédio no dia seguinte, apesar dos problemas apontados na unidade.

 

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