Policial militar mata filho de 2 anos e comete autoextermínio em Poços de Caldas
Atualizado em 06/10/2026
Homem teria atirado contra o filho antes de tirar a própria vida; circunstâncias do caso serão investigadas

Um policial militar de 39 anos e o filho, de aproximadamente 2 anos, foram encontrados mortos na noite desta segunda-feira (5), em uma residência na Rua Ana Amélia Marcante Cagnani, no Jardim Esperança, na Zona Sul de Poços de Caldas.
Segundo a Polícia Militar, os indícios encontrados no local apontam que o homem teria atirado contra o próprio filho e, em seguida, tirado a própria vida com um disparo de arma de fogo. A Polícia Civil vai investigar as circunstâncias e a dinâmica das mortes.
O homem foi identificado como João Carlos Gonçalves de Morais, cabo da Polícia Militar do Estado de São Paulo, lotado em Vargem Grande do Sul. Policiais militares de São Paulo também acompanharam a ocorrência.
Mãe havia deixado a criança com o pai
De acordo com a PM, os militares foram acionados inicialmente após uma denúncia de briga de casal. Ao chegarem ao endereço, encontraram a mãe da criança em prantos.
Segundo o relato apresentado aos policiais, ela havia deixado o filho com o pai por volta das 16h. A previsão era que ele devolvesse a criança até aproximadamente as 18h, como costumava acontecer.
Diante da demora, a mulher foi até a residência e chamou pelo ex-companheiro no portão, mas não obteve resposta. O casal havia se separado em julho deste ano.
Com a ajuda de um vizinho, que disponibilizou uma escada, ela conseguiu passar pelo muro para verificar o que havia acontecido. Ao entrar no imóvel, encontrou o ex-companheiro caído sobre uma cama, com um ferimento provocado por disparo de arma de fogo.
O vizinho arrombou o portão para permitir o acesso da equipe policial. Dentro da residência, os militares também encontraram a criança caída no chão, próxima ao pai, com um ferimento provocado por disparo.
Perícia foi realizada no imóvel
A Polícia Militar isolou a residência e acionou a perícia técnica da Polícia Civil. Durante os trabalhos, os peritos recolheram uma pistola Glock calibre .40, que, conforme as informações preliminares, estava próxima aos corpos.
Após a conclusão da perícia, o serviço funerário realizou a remoção dos corpos.
A Polícia Civil ficará responsável pela investigação para esclarecer as circunstâncias das mortes, inclusive a motivação e a dinâmica dos fatos.
A morte da criança pelo próprio pai pode ser caracterizada como filicídio. Já a possibilidade de que o crime esteja relacionado ao contexto da separação e tenha sido praticado como forma de atingir a ex-companheira deverá ser apurada pela investigação. Esse tipo de violência é associado ao conceito de vicaricídio, mas não há, até o momento, informação oficial que permita afirmar essa motivação.
O caso foi encaminhado à Polícia Civil.

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