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Poços de Caldas tem 146 pessoas em situação de rua registradas nos serviços socioassistenciais

Atualizado em 26/09/2026

 

Levantamento atualizado em setembro aponta 126 usuários nos Abrigos e Casas de Passagens e outros 20 que acessam o Centro POP

Foto: Reprodução/ Sulminas TV.

A Secretaria Municipal de Assistência Social informou que 146 pessoas em situação de rua estão atualmente registradas nos serviços socioassistenciais de Poços de Caldas. Os dados, atualizados em 1º de setembro de 2026, apontam 126 usuários nos Abrigos e Casas de Passagens e outros 20 usuários que estão acessando o serviço do Centro POP.

Segundo a Secretaria, em resposta ao requerimento do vereador Lucas Arruda, o levantamento é realizado a partir dos registros dos serviços socioassistenciais, especialmente do Serviço Especializado em Abordagem Social, do Centro POP e dos serviços de acolhimento institucional.

A pasta ressalta que, devido à própria dinâmica da população em situação de rua, o quantitativo apresenta variações frequentes e não deve ser tratado como um número fixo. O acompanhamento é realizado de forma contínua, por meio de atendimentos, abordagens, encaminhamentos e registros feitos pelas equipes da rede socioassistencial.

Passagens são concedidas após análise técnica

A Secretaria também informou os critérios adotados para a concessão de passagens intermunicipais e interestaduais. O benefício está alinhado à Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) e à Política Nacional de Assistência Social (PNAS), sendo compreendido como um benefício eventual.

De acordo com a resposta, a concessão não é burocrática ou compulsória e não se restringe à análise da naturalidade da pessoa. A decisão é tomada a partir de análise técnica realizada pelas equipes do Centro POP e do Serviço de Abordagem Social.

Entre os aspectos considerados estão a história de vida do usuário, os vínculos familiares e comunitários, sua autonomia e as condições objetivas para o deslocamento e o estabelecimento no local de destino.

A Secretaria explica ainda que a passagem é concedida como recurso para viabilizar o projeto de vida da pessoa, e não como medida de remoção. A decisão considera a possibilidade real de reinserção familiar ou comunitária, a disponibilidade de acolhimento no destino e o potencial de autonomia do usuário.

Principais destinos

Os destinos são definidos prioritariamente a partir dos vínculos familiares, afetivos ou comunitários identificados junto ao usuário. Sempre que possível, a equipe prioriza o fornecimento da passagem até o destino final.

Quando isso não é viável, em razão da distância, da ausência de linhas diretas ou do custo, é buscada uma rota considerada coerente com o destino final pretendido.

Os principais municípios de destino informados pela Secretaria são Alfenas, Andradas, Botelhos, Caldas, Campestre, Machado, Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Muzambinho, Porto Ferreira, Pouso Alegre, Ribeirão Preto e Varginha, todos localizados na região Sul de Minas Gerais e em áreas próximas do estado de São Paulo.

Excepcionalmente, também são fornecidas passagens para destinos mais distantes, como São Paulo, Campinas e Brasília, geralmente quando são identificados vínculos ou oportunidades concretas de acolhimento nesses locais.

Mais de R$ 51 mil foram destinados às passagens

Entre agosto de 2025 e julho de 2026, foram concedidas 775 passagens intermunicipais e interestaduais, segundo os dados apresentados pela Secretaria Municipal de Assistência Social.

O valor total destinado ao benefício no período foi de R$ 51.525,53.

A Secretaria informou ainda que, sempre que possível e necessário, as equipes do Centro POP e da Abordagem Social realizam articulação prévia com os órgãos de assistência social dos municípios de destino, principalmente CRAS e CREAS.

O objetivo é compartilhar informações sobre o histórico do usuário e viabilizar a continuidade do acompanhamento. A equipe também pode entrar em contato com familiares indicados e orientar o usuário sobre os serviços disponíveis no destino, incluindo endereços e contatos dos equipamentos socioassistenciais e de saúde.

A resposta esclarece, porém, que não é realizado acompanhamento continuado ou contato sistemático após o deslocamento, uma vez que a passagem é considerada um benefício eventual destinado a viabilizar o projeto de reinserção do usuário no território de destino.

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