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Futuro do monotrilho segue indefinido em Poços; Prefeitura avalia demolição parcial e reaproveitamento da estrutura

Atualizado em 01/09/2026

 

Estudos iniciados após laudo de 2024 ainda não foram concluídos e Município admite que não há prazo para definir uma solução; estrutura também pode ser transformada em equipamento público

O futuro da estrutura do monotrilho de Poços de Caldas continua sem definição. Mais de dois anos após o laudo elaborado pela ELC Engenharia, em agosto de 2024, a Prefeitura informou à Câmara Municipal que os estudos para encontrar uma solução definitiva ainda estão em andamento.

A informação consta na resposta da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas (SMIOP) ao Requerimento nº 2789/2026, de autoria do vereador Marcus Eliseu Togni, que questionou quais providências foram adotadas pelo Executivo em relação à estrutura.

Demolição parcial está entre as alternativas

De acordo com a Prefeitura, uma das principais frentes de estudo é a viabilidade técnica, os custos e o impacto orçamentário de uma eventual demolição parcial da estrutura.

No entanto, a retirada de parte do monotrilho não é a única possibilidade considerada.

Paralelamente, o Município analisa a possibilidade de reaproveitar parte da estrutura existente para implantar um equipamento público municipal.

A Administração afirma que busca uma alternativa que reúna segurança, viabilidade técnica, responsabilidade na utilização dos recursos públicos e, quando possível, o aproveitamento do patrimônio já existente em benefício da população.

Estudos continuam sem conclusão

O vereador questionou a Prefeitura sobre estudos mencionados anteriormente e que deveriam ter avançado após o prazo inicialmente indicado pela Administração.

Na resposta atual, a SMIOP confirmou que as avaliações ainda não foram concluídas de forma definitiva.

Segundo o Município, além dos aspectos técnicos, estão sendo analisados os custos e a disponibilidade orçamentária necessários para uma eventual intervenção. A Prefeitura também afirma que, por se tratar de uma estrutura de grande porte, a definição exige avaliações relacionadas à segurança, engenharia, orçamento e planejamento urbano.

Prefeitura não dá prazo para apresentar solução

Um dos pontos que mais chama atenção na resposta é a ausência de uma previsão para a conclusão dos estudos.

Questionada sobre quando as avaliações serão finalizadas, a Prefeitura informou que não é possível estabelecer uma data definitiva neste momento.

A conclusão dependerá da definição da solução técnica considerada mais adequada e da existência de dotação orçamentária compatível com a intervenção.

Enquanto isso, continuam sendo avaliadas tanto a demolição parcial quanto a possibilidade de reaproveitamento da estrutura.

Laudo de agosto de 2024

O requerimento também questionou quais ações foram efetivamente adotadas pelo Município após o laudo da ELC Engenharia, elaborado em 1º de agosto de 2024.

A Prefeitura afirma que, desde então, realiza o acompanhamento das condições da estrutura, buscando identificar eventuais alterações e preservar a segurança do local.

Além desse acompanhamento, segundo a SMIOP, foram desenvolvidos estudos relacionados a uma possível demolição parcial, incluindo levantamento de custos e avaliação da disponibilidade orçamentária.

Também passou a ser considerada a possibilidade de dar uma nova finalidade a parte da estrutura por meio da implantação de um equipamento público municipal.

Estrutura pode ganhar uma nova finalidade

A resposta enviada à Câmara sinaliza que a Administração não pretende necessariamente eliminar toda a estrutura.

O reaproveitamento de parte do monotrilho está sendo estudado como alternativa para a criação de um equipamento público. A Prefeitura, porém, não informou qual seria esse equipamento, nem apresentou um projeto definido para a utilização da estrutura.

A possibilidade ainda depende das avaliações técnicas, financeiras e orçamentárias em andamento.

Decisão dependerá de viabilidade técnica e financeira

Segundo a SMIOP, a decisão final deverá considerar não apenas a condição da estrutura, mas também a segurança da intervenção, os custos envolvidos e a capacidade financeira do Município.

A Prefeitura afirma que não está trabalhando exclusivamente com a hipótese de demolição e que pretende identificar a alternativa que apresente maior viabilidade técnica, segurança, responsabilidade na aplicação dos recursos públicos e benefício à comunidade.

Sem prazo e sem decisão definitiva

Até o momento, a Prefeitura não definiu se irá demolir parte da estrutura ou reaproveitá-la. Também não há prazo estabelecido para a conclusão dos estudos.

Assim, o monotrilho permanece no centro de uma discussão que envolve segurança, engenharia, orçamento e planejamento urbano, enquanto o Município busca definir qual será o destino definitivo da estrutura.

A resposta oficial foi assinada pelo secretário municipal de Infraestrutura e Obras Públicas, Paulo Henrique Gonçalves Ribeiro.

 

 

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