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Exploração de terras raras em Poços de Caldas: Viridis Mineração responde a dúvidas sobre impactos ambientais em entrevista

Atualizado em 14/07/2026

 

Representantes da empresa participaram do programa Amigo Promotor e responderam a questionamentos da população sobre segurança, licenciamento, recursos hídricos e recuperação das áreas mineradas

A extração de terras raras em Poços de Caldas e os seus impactos no meio ambiente pautaram o debate na última quinta-feira (9), durante o programa Amigo Promotor, transmitido pela Rádio Estúdio FM 87.9 e Sulminas TV.

Em entrevista conduzida pelo promotor de Justiça Dr. Glaucir Antunes Modesto e pelo jornalista Felipe Popó, a gerente de Sustentabilidade da Viridis Mineração, Karla Brandão, e o gerente de Exploração, Eder Ferreira, responderam a questionamentos da população sobre a segurança e a transparência do projeto.

A principal apreensão da comunidade diz respeito ao risco de danos irreversíveis ao ecossistema local. Durante a sabatina, Eder Ferreira esclareceu que o modelo de operação previsto para o município é a céu aberto e classificado como raso, com cavas que variam entre 22 e 40 metros de profundidade.

Segundo o geólogo, não haverá detonação de explosivos ou moagem de rochas, uma vez que o foco da extração é exclusivamente a argila iônica, que exige métodos menos invasivos.

Recursos hídricos

Sobre o impacto nos recursos hídricos, Karla Brandão afirmou que a empresa mapeou 98 nascentes na área de estudo, das quais apenas três, situadas diretamente nas áreas das cavas, sofrerão interferência.

De acordo com a gerente, a argila possui baixa permeabilidade, o que torna o impacto temporário, permitindo que as nascentes se reorganizem sem comprometer o balanço hídrico da região.

Empresa afirma que mineração ainda não começou

Questionados por ouvintes se a população de Poços de Caldas estaria servindo de “cobaia” para um projeto desse porte, os representantes negaram a afirmação, destacando a composição técnica da equipe.

Eder Ferreira também desfez um rumor frequente na cidade, esclarecendo que o processo de mineração propriamente dito ainda não começou.

“O que temos hoje é o licenciamento para pesquisa mineral. A movimentação atual é apenas de sondagem e laboratório; não há extração ainda”, enfatizou o geólogo.

Segundo ele, a empresa aguarda a análise do órgão responsável para a emissão da licença de instalação, com prazo legal previsto para novembro.

Recomposição do solo

Um dos pontos centrais da entrevista foi o destino do solo após a lavagem química para a extração do minério.

De acordo com a empresa, o material será devolvido às cavas, por meio do método conhecido como backfill, respeitando a ordem natural das camadas: primeiro o solo lavado, seguido pelo material estéril e, no topo, a camada de matéria orgânica.

Ainda conforme os representantes, o procedimento segue normas nacionais atualizadas em 2024 e permitirá, inclusive, o uso futuro da área para a agricultura.

Monitoramento ambiental

Para garantir a transparência dos dados sobre qualidade do ar, ruídos e água, a Viridis afirma estar firmando parcerias para estudos independentes com universidades.

A empresa também propõe a criação de uma comissão mista, envolvendo poder público e comunidade, para acompanhar a divulgação dos relatórios de monitoramento ambiental.

Ao encerrar o debate, o promotor de Justiça Dr. Glaucir destacou a necessidade de vigilância constante por parte da sociedade.

“O debate tem que continuar, mas vamos também ter um pouco de confiança naquilo que estão nos passando. É algo que vai durar muito tempo, e a preocupação é válida e necessária”, concluiu.

Assista à entrevista na íntegra

Para conferir o debate completo, as respostas detalhadas aos ouvintes e as explicações técnicas sobre a mineração de terras raras em Poços de Caldas, acesse a gravação da entrevista:

https://www.youtube.com/live/qOE2OA5KuE8

 

Nossos canais de comunicação:

https://linktr.ee/sulminastv

  

 

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