Após reclamações sobre sujeira, Prefeitura avalia produto para proteger novas calçadas do Centro de Poços
Atualizado em 01/10/2026

A Prefeitura de Poços de Caldas avalia a aplicação de um produto com características repelentes ou oleofugantes nas calçadas da região central que estão sendo revitalizadas. A medida poderá ajudar a reduzir a absorção de substâncias que provocam manchas e facilitar a manutenção do piso.
A possibilidade foi informada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas em resposta ao Requerimento nº 3176/2026, de autoria do vereador Marcus Eliseu Togni, que questionou a necessidade de medidas para corrigir o problema da sujeira acumulada nas calçadas em revitalização.
Segundo a Prefeitura, existem produtos no mercado destinados à proteção de pedras naturais, entre eles hidrofugantes e oleofugantes. No entanto, antes de qualquer aplicação, é necessário avaliar a compatibilidade do produto com o granito, a forma de aplicação, a eficiência, a durabilidade e os custos envolvidos.
A Administração informou que o tratamento com impermeabilizante ou oleofugante não estava previsto originalmente no projeto. Por isso, uma eventual aplicação posterior dependerá de avaliação técnica específica.
Até o momento, não há estudo técnico conclusivo nem decisão oficial sobre a aplicação do produto. A Prefeitura informou que a possibilidade ainda está sendo analisada pelas equipes técnicas.
Mais de 8 mil metros quadrados de calçadas
O contrato prevê a execução de aproximadamente 8.287 metros quadrados de piso nos passeios. Desse total, 4.578 m² já foram executados e cerca de 3.709 m² ainda estão previstos, conforme o andamento e a programação dos serviços.
A Prefeitura também informou que não houve previsão específica de uma lavagem pesada após a conclusão dos serviços. Durante a execução, a remoção de resíduos de massas, rejuntamentos e outros materiais utilizados no assentamento do granito faz parte do processo de acabamento e limpeza da obra.
Ainda não há custo definido
Também não existe, neste momento, orçamento definitivo para a compra do eventual produto ou para a mão de obra necessária à aplicação. Segundo a Secretaria, esses valores só poderão ser estimados depois da definição do produto e do método de aplicação.
Questionada se o Município deverá arcar com os custos, a Prefeitura respondeu que sim, desde que a solução seja tecnicamente recomendada, devidamente orçada e haja disponibilidade orçamentária e financeira para sua execução.
A periodicidade de uma eventual reaplicação também ainda não foi definida e dependerá das características do material, das condições de uso e da durabilidade do produto escolhido.
Sobre os trechos que permanecem sem acabamento durante o avanço da obra, a Secretaria explicou que a execução ocorre de forma gradativa devido, principalmente, à necessidade de compatibilização dos serviços com redes de energia, telecomunicações, água e esgoto existentes no subsolo.

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