MP denuncia ex-secretário de Turismo de Poços por perseguição e ataques em perfil falso
Atualizado em 24/04/2026

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ofereceu denúncia contra o ex-secretário municipal de Turismo de Poços de Caldas, Arison Danziger Darroz Siqueira, por crimes apurados no Inquérito Policial nº 5018662-14.2025. A denúncia foi apresentada à 1ª Vara Criminal da Comarca do município.
Perseguição por meio de redes sociais
Segundo o documento, a vítima Rodrigo de Azevedo Costa, jornalista e apresentador de programa político local, passou a ser alvo de perseguição digital a partir de, ao menos, maio de 2025.
Conforme apurado, um vídeo com conteúdo relacionado à antiga empresa familiar da vítima, em contexto depreciativo e com intenção difamatória, passou a circular por aplicativos de mensagens.
Em 18 de julho de 2025, foi criado o perfil anônimo “POÇOS_NEWS” na rede social Instagram. De acordo com o Ministério Público, o denunciado utilizava o perfil para veicular publicações ofensivas à honra do jornalista, com montagens e textos que o associavam a condutas desabonadoras.
Segunda vítima
A denúncia também aponta como vítima a vereadora Meiriele Cristine Alves Maximino, que relatou à polícia ter sido alvo de publicações ofensivas no mesmo perfil.
Segundo o documento, o perfil utilizava imagens da vereadora em eventos políticos e religiosos de forma descontextualizada, associando-as a textos de deboche. Em outras postagens, fotos da vítima foram vinculadas a reportagens sobre processos criminais envolvendo terceiros, sem relação com ela.
Investigação e confissão
Durante as diligências, foi identificado o endereço de IP utilizado para acesso ao perfil. A apuração indicou que o número estava vinculado a uma empresa que tinha como sócios o denunciado e Amanda Danziger Darroz Siqueira.
Em depoimento, Arison Siqueira confessou ter criado e mantido o perfil “POÇOS_NEWS”, além de admitir que realizou as postagens ofensivas contra as duas vítimas por aproximadamente três meses.
Enquadramento e pedido
O Ministério Público imputou ao denunciado a prática do crime previsto no artigo 147-A do Código Penal, em concurso material, por perseguir reiteradamente as vítimas por meio de rede social.
A Promotoria também requereu a fixação de indenização de R$ 60 mil para cada vítima, como forma de reparação de danos.
Difamação
O documento ainda aponta que há indícios de crime de difamação contra Estefano George Abrão Valente, o qual depende de ação penal privada. Por isso, o Ministério Público requereu a intimação da vítima para manifestação sobre eventual apresentação de queixa-crime.
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