Comissão de Terras Raras faz novos convites para discutir impactos da exploração em Poços de Caldas
Atualizado em 21/08/2026
Representantes do Executivo, moradores, entidades e especialistas serão ouvidos pela Câmara sobre possíveis impactos ambientais, sociais e econômicos da atividade

A Comissão Especial de Terras Raras da Câmara Municipal de Poços de Caldas aprovou novos convites para ampliar as discussões sobre os possíveis impactos ambientais, sociais e econômicos relacionados à exploração desses minerais no município.
Nas próximas reuniões, deverão ser ouvidos o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Franco Otávio Tobias Martins; representantes do Grupo Terra Viva Água Rara; integrantes do grupo de moradores organizados da Zona Sul; o ex-prefeito Paulo Tadeu Silva D’Arcadia; e o economista Diógenes Moura Breda, professor do Instituto de Economia e Relações Internacionais da Universidade Federal de Uberlândia (IERI-UFU).
Criada pelo Legislativo em 2025, a comissão tem como objetivo acompanhar e fiscalizar as discussões relacionadas às terras raras, consideradas estratégicas para o futuro econômico e ambiental do município. Entre as atribuições estão a busca por informações junto aos órgãos responsáveis, a realização de estudos técnicos e o estímulo ao debate público.
O presidente da comissão, vereador Tiago Braz (REDE), afirma que os trabalhos vêm sendo conduzidos com transparência, com participação da população e cobrança de informações. Segundo ele, o objetivo é garantir diálogo, fiscalização e responsabilidade ao longo do processo.
Entre os assuntos que deverão ser discutidos nos próximos encontros estão a possibilidade de atração de investimentos, a proteção dos recursos hídricos e os impactos sobre a infraestrutura da região da Zona Sul relacionados à exploração.
Documento do Ibama
Durante a última reunião, os vereadores também receberam a Informação Técnica nº 2/2026-Supes-MG/IBAMA. O documento trata dos riscos relacionados às interações entre os componentes físicos, bióticos e socioeconômicos do território.
A análise inclui possíveis impactos cumulativos e sinérgicos sobre os recursos hídricos e a biodiversidade, além da integridade da área em descomissionamento da UDC. Também são considerados os efeitos sobre atividades econômicas ligadas às estâncias hidrominerais e ao turismo e sobre comunidades potencialmente afetadas.
A Comissão Especial de Terras Raras é formada pelos vereadores Tiago Braz (REDE), presidente; Kleber Silva (NOVO), vice-presidente; Tiago Mafra (PT), relator; Aliff Jimenes (PL); e Pastora Mel (UNIÃO).
As próximas reuniões ainda serão agendadas pela Câmara Municipal e terão transmissão ao vivo pelo canal da Casa no YouTube.

Nossos canais de comunicação:

Deixe um comentário