Viridis anuncia reestruturação administrativa com avanço do projeto em Poços de Caldas
Atualizado em 23/01/2026

A Viridis Mining & Minerals, mineradora australiana com atuação em Poços de Caldas, anunciou mudanças em sua estrutura administrativa e atualizou informações sobre o andamento do projeto de terras raras no município durante entrevista ao Programa Amigo Promotor, exibido ontem, quinta-feira (22) pela Rádio Comunitária Estúdio FM 87.9 e pela Sulminas TV.
O programa foi conduzido pelo promotor de Justiça Dr. Glaucir Antunes Modesto e contou com a participação de Márcia Cunha, gerente corporativa da empresa; Giseli Vilela, coordenadora de Recursos Humanos; e Caroline de Souza, responsável pelas relações comunitárias.
Reestruturação administrativa acompanha crescimento do projeto
Durante a entrevista, Márcia Cunha confirmou que a Viridis passa por um processo de reestruturação administrativa, motivado pelo crescimento do quadro de funcionários e pela evolução do projeto para novas fases do licenciamento ambiental. Segundo ela, o aumento da equipe levou à necessidade de reorganização do organograma e redistribuição das áreas internas.
Com a mudança, Márcia segue como gerente corporativa, passando a concentrar sua atuação nas relações institucionais, na relação com a comunidade, na comunicação corporativa e no jurídico/compliance, enquanto outras áreas administrativas ganham estrutura própria.
Licenciamento ambiental e previsão de exploração
A gerente corporativa explicou que o projeto já obteve a licença prévia, etapa inicial do processo de licenciamento, mas que ainda existem fases a serem cumpridas antes do início da exploração.
“Nós obtivemos a licença prévia, mas ainda a gente tem fases a perquirir”, declarou.
Conforme apresentado no programa, a expectativa da empresa é que a atividade de exploração de terras raras ocorra a partir de 2028, desde que todas as exigências técnicas e ambientais sejam atendidas.
Márcia ressaltou que o licenciamento brasileiro é rigoroso e envolve estudos progressivamente mais detalhados, justamente para garantir segurança ambiental e jurídica ao empreendimento.
Histórico minerador e necessidade de fiscalização
Ao abordar as preocupações de parte da população, Márcia destacou que Poços de Caldas possui histórico consolidado de mineração e que a atividade pode coexistir com o município quando conduzida de forma responsável, técnica e sob fiscalização constante.
“Nós temos um histórico de mineração bem-sucedido. É possível conviver a mineração de forma responsável, de forma técnica, com uma vida saudável dentro da comunidade”, afirmou.
Ela reconheceu que toda atividade mineral gera impactos, mas defendeu que o foco deve estar na mitigação desses efeitos, no cumprimento rigoroso das condicionantes ambientais e na construção de um legado positivo para a cidade. Para isso, apontou a fiscalização dos órgãos competentes e o acompanhamento da comunidade como elementos centrais do processo.
“Toda mineração tem impacto. O que nós precisamos é mitigar esses impactos, potencializar os efeitos positivos e ter um monitoramento constante”, disse.
Para a gerente corporativa, o papel da comunidade também é essencial nesse processo.
“A preocupação deve ser como fiscalizar para que aquilo que esteja no papel, apresentado aos órgãos ambientais, aconteça na prática”, afirmou.
Relação com a comunidade e transparência
Responsável pelas relações comunitárias, Caroline de Souza afirmou que parte das resistências ao projeto está relacionada à circulação de informações incompletas ou imprecisas, especialmente nas redes sociais. Segundo ela, o trabalho do setor é ampliar o acesso da população a informações técnicas e científicas sobre o projeto.
Caroline explicou que a empresa mantém canais de diálogo abertos com moradores, lideranças comunitárias e organizações locais, estimulando visitas, reuniões e esclarecimentos diretos. O objetivo, segundo ela, é permitir que a comunidade conheça o projeto e acompanhe suas etapas com mais proximidade.
Contratações e alta procura por vagas
A coordenadora de RH, Giseli Vilela, destacou o aumento expressivo da procura por vagas na empresa. De acordo com ela, processos seletivos recentes receberam cerca de 1.000 currículos, demonstrando o interesse da população local e regional nas oportunidades geradas pelo projeto.
“Nas últimas vagas a gente recebeu quase 1.000 currículos”, afirmou.
Giseli explicou que há vagas em diferentes níveis, incluindo áreas administrativas, técnicas e operacionais, como operadores de processos, assistentes administrativos, engenheiros e profissionais da área geotécnica. A empresa, segundo ela, prioriza a contratação de profissionais de Poços de Caldas e da região, recorrendo a outros mercados apenas quando não encontra mão de obra qualificada localmente.
“A gente dá preferência para as pessoas daqui de Poços de Caldas. Se não encontra profissionais habilitados na região, aí sim busca em outras cidades”, explicou.
Inclusão de PCDs e políticas internas
Durante o programa, Giseli também abordou a inclusão de pessoas com deficiência (PCDs), afirmando que a Viridis trabalha na estruturação de políticas internas para garantir a participação desse público nos processos seletivos.
“Eu vim recentemente para a empresa com esse desafio de estruturar políticas e programas para conseguir receber os PCDs também”, afirmou.
Márcia complementou informando que a empresa conta com uma comissão interna para avaliação de projetos sociais e ações comunitárias, com participação de representantes ligados a conselhos municipais, ampliando o olhar para públicos em situação de maior vulnerabilidade.
Como enviar currículo para a Viridis
Os currículos podem ser enviados de forma digital ou presencial. O endereço eletrônico informado no programa é talentos@viridsmining.com.au.
Também é possível entregar currículos presencialmente na sede administrativa da empresa, localizada na Rua Argentina, 455, no Argentina Mall, além do cadastro por meio de links disponibilizados nos perfis oficiais da Viridis nas redes sociais.
Segundo Giseli, o setor de RH busca dar retorno aos candidatos sempre que possível, mesmo diante do grande volume de currículos recebidos.
Ao falar sobre o perfil buscado nos candidatos, Giseli destacou que, além das competências técnicas, o comportamento é decisivo.
“O segredinho é o brilho no olhar, a proatividade, a vontade de fazer a diferença”, afirmou.
Capacitação profissional em parceria com o SENAI
Outro ponto abordado foi a realização de cursos de capacitação em parceria com o SENAI. Márcia informou que a empresa promoveu um curso introdutório à mineração, com duração de três meses, voltado à formação básica de trabalhadores interessados no setor.
O curso resultou na formação de 29 participantes, alguns dos quais já foram incorporados ao quadro da empresa. A iniciativa, segundo ela, integra a estratégia de qualificação da mão de obra local e de criação de oportunidades de longo prazo.
Projetos sociais e ampliação de orçamento
Caroline explicou que a Viridis recebe projetos sociais apresentados pela comunidade e que as propostas passam por avaliação interna antes de eventual apoio. Segundo dados apresentados no programa, a empresa já recebeu mais de 110 projetos e apoiou pouco mais de 30 em cerca de um ano e meio, com iniciativas nas áreas social, cultural e esportiva.
Márcia acrescentou que, mesmo antes de iniciar a fase de exploração, a empresa ampliou em 2026 o orçamento destinado às ações comunitárias e anunciou o fortalecimento da área, com a promoção de Caroline à coordenação do setor.
Continuidade das obrigações em caso de mudança societária
Questionada sobre a possibilidade de venda da empresa no futuro, Márcia esclareceu que qualquer empresa que venha a suceder a Viridis assumirá integralmente as responsabilidades ambientais e sociais previstas no licenciamento, garantindo a continuidade das obrigações firmadas com os órgãos públicos e com a comunidade.
“A empresa que assumir assume todas as responsabilidades ambientais e sociais. Tudo o que é condição do licenciamento é transferido para quem suceder”, afirmou.
Assista ao Programa Amigo Promotor na íntegra:
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