Voltar para Notícias

Vereador questiona dados do DMAE sobre perdas de água e aponta divergências com órgãos oficiais

Atualizado em 12/02/2026

 

Tiago Mafra afirma que índices apresentados pela administração municipal não coincidem com levantamentos de agências reguladoras e cobra explicações sobre metodologia utilizada

Na sessão da Câmara Municipal desta terça-feira (10), o vereador Tiago Mafra (PT) chamou atenção para o que classificou como “contradições graves” nos dados apresentados pela administração municipal sobre as perdas de água em Poços de Caldas. O tema ganhou destaque após o prefeito Paulo Ney afirmar, na abertura do ano legislativo, que o município possui “menos de 20% de perdas”, supostamente o menor índice do país.

Segundo Mafra, os números divulgados por órgãos de controle apontam uma realidade diferente. Dados da Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento Básico (ARISB) indicam que 44,36% de toda a água tratada no município não chega a ser medida, percentual mais que o dobro do informado pelo Executivo. Já o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SINISA), em levantamento de 2023, aponta perdas de 41,1% na distribuição — índice superior às médias estadual e nacional.

Divergência também aparece em documentos do DMAE

O parlamentar destacou ainda que o próprio Departamento Municipal de Água e Esgoto (DMAE), em documentos oficiais, reconhece diferenças entre os volumes produzidos, medidos e faturados, com variações que chegam a quase 28%, dependendo da metodologia utilizada no cálculo.

Para Mafra, a divergência entre os dados reforça a necessidade de maior transparência.

“Ou estamos diante de um erro grave de gestão ou de uma tentativa de dourar a pílula. A população precisa do número real. Chega de informações desencontradas”, declarou.

Requerimentos e novos debates

O vereador informou que irá protocolar requerimentos solicitando detalhamento técnico sobre os índices divulgados, incluindo a metodologia utilizada e as bases de cálculo adotadas pela administração municipal.

Segundo ele, o tema é relevante por envolver diretamente a qualidade da gestão do saneamento e os investimentos públicos no setor.

“O saneamento não pode virar peça de propaganda”, afirmou.

A expectativa é que o assunto volte a ser discutido nas próximas semanas, especialmente diante dos investimentos anunciados pelo DMAE e da cobrança por esclarecimentos sobre os números apresentados.

 

Nossos canais de comunicação:

https://linktr.ee/sulminastv

  

 

Compartilhe este post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Voltar para Notícias