Tribunal do Júri condena homem a 40 anos por matar companheira em Poços de Caldas
Atualizado em 27/02/2026

O Tribunal do Júri de Poços de Caldas condenou, nesta sexta-feira (27), Luan Augusto da Silva, de 29 anos, a 40 anos e seis meses de reclusão pelo assassinato da companheira, Paola Moura Pereira, de 30 anos.
O julgamento foi presidido pela juíza Aila Figueiredo, titular da 2ª Vara Criminal e de Execuções Penais do município. A sessão começou às 8h30 e foi encerrada por volta das 15h30.
Após a oitiva de testemunhas, os debates entre acusação e defesa e a votação dos jurados, o Conselho de Sentença decidiu pela condenação do réu. A pena deverá ser cumprida em regime inicialmente fechado, conforme fixado na sentença.
O crime
Paola Moura Pereira foi morta na madrugada do dia 26 de dezembro de 2024, em um imóvel localizado na Rua Luís Oliveira, no bairro Jardim Esperança, em Poços de Caldas. Ela atuava como enfermeira.
Segundo a Polícia Militar, o casal convivia em união estável havia dois anos e não possuía registros anteriores de violência doméstica.

De acordo com as informações apuradas no dia do crime, Luan Augusto da Silva — que tinha 28 anos à época — relatou aos policiais que ele e a companheira haviam ingerido bebida alcoólica e iniciado uma discussão após ela ter sido demitida do trabalho.
Conforme o registro policial, o acusado afirmou que houve agressões mútuas e que, durante o desentendimento, desferiu golpes de faca contra a vítima, alegando ter agido em legítima defesa.
A Polícia Militar foi acionada pelo pai do autor, que comunicou ao 190 que havia ocorrido uma briga entre o filho e a nora. No local, os militares encontraram Paola já sem vida, no banheiro da residência do casal.
A perícia técnica constatou sete perfurações no corpo da vítima, sendo seis na região do tórax e uma no braço esquerdo. O imóvel foi isolado para os trabalhos periciais, e o autor foi preso em flagrante e encaminhado à delegacia da Polícia Civil.
O caso foi investigado e posteriormente levado a julgamento pelo Tribunal do Júri, que decidiu pela condenação do réu a 40 anos e seis meses de prisão.
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