Três cursos de medicina do Sul de Minas recebem nota 4 em avaliação do MEC
Atualizado em 21/01/2026

A maioria dos cursos de medicina do Sul de Minas teve desempenho considerado satisfatório no primeiro Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). O balanço oficial foi divulgado nesta segunda-feira (19), em Brasília. Entre as oito instituições avaliadas na região, três alcançaram nota 4, quatro ficaram com nota 3 e uma recebeu nota 2, ficando sujeita a punições do Ministério da Educação (MEC).
Nenhum curso da região obteve a nota máxima (5). Os melhores resultados ficaram concentrados em duas universidades federais e uma instituição particular.
Avaliação no Sul de Minas
Ao todo, oito cursos de medicina do Sul de Minas participaram do exame. O levantamento aponta que a maior parte das graduações atingiu desempenho dentro da faixa considerada adequada pelo MEC.
Cursos com nota 4:
- Universidade Federal de Lavras (UFLA)
- Universidade Federal de Alfenas (Unifal)
- Universidade do Vale do Sapucaí (Univás), em Pouso Alegre
Cursos com nota 3:
- Afya Faculdade de Medicina de Itajubá
- PUC Minas – campus Poços de Caldas
- Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), em Passos
- Universidade Professor Edson Antônio Velano (Unifenas)
Curso com nota 2:
- Faculdade Atenas Passos
A instituição que recebeu nota 2 deverá sofrer sanções previstas pelo MEC, incluindo redução de vagas para novos ingressos.
Sobre o Enamed
O Enamed é uma prova anual criada para avaliar o desempenho dos estudantes e a qualidade da formação médica no país. A primeira edição do exame foi realizada em 2025. Em todo o Brasil, 351 cursos de medicina foram avaliados, sendo que cerca de 30% ficaram em faixas consideradas insatisfatórias.
Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), aproximadamente 89 mil estudantes participaram da avaliação, incluindo alunos concluintes e matriculados em outros períodos do curso.
Desempenho nacional e penalidades
De forma geral, os melhores resultados do Enamed — notas 4 e 5 — ficaram concentrados em instituições públicas federais e estaduais. Já as avaliações mais baixas, nas faixas 1 e 2, apareceram principalmente em cursos de instituições públicas municipais e privadas com fins lucrativos.
As instituições com conceito insatisfatório estarão sujeitas a penalidades. Cursos com nota 2 terão redução de vagas, enquanto aqueles que eventualmente receberem nota 1 poderão ter suspensão total de novos ingressos.
O ministro da Educação, Camilo Santana, destacou o caráter corretivo da avaliação.
“É uma maneira da instituição se aperfeiçoar. É um instrumento para que a gente possa fazer as instituições corrigirem e ter um ensino de qualidade. É uma forma de monitoramento com o único objetivo de melhorar o ensino”, afirmou.
Fonte: Com informações de G1.
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