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Trabalhadores da educação estadual decidem entrar em greve a partir de 4 de março em Minas Gerais

Atualizado em 27/02/2026

Paralisação foi aprovada em assembleia no pátio da ALMG; categoria reivindica reajuste e cumprimento do piso nacional do magistério

Foto: Sind-UTE/MG

Os trabalhadores e trabalhadoras da educação estadual de Minas Gerais decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir do dia 4 de março. A deliberação ocorreu em assembleia geral realizada nesta quinta-feira (26), no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em Belo Horizonte.

A categoria reivindica reajuste salarial de 41,83%, percentual que, segundo os profissionais, corresponde às perdas acumuladas entre 2019 e 2025. Também está entre as demandas a aplicação do reajuste previsto pelo Ministério da Educação (MEC), conforme a Portaria nº 82, de 30 de janeiro de 2026, que fixa em R$ 5.130,63 o Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério Público da Educação Básica para este ano. O valor, segundo o sindicato, deve ser aplicado ao vencimento inicial das oito carreiras da educação básica da rede estadual.

Críticas ao governo estadual

O Sind-UTE/MG afirma que, além do reajuste, a Campanha Salarial Educacional 2026 inclui outras reivindicações de caráter econômico e estrutural, voltadas à valorização dos profissionais e à defesa da escola pública.

A coordenadora-geral do sindicato, Denise de Paula Romano, afirmou que a paralisação é uma forma de resistência diante da defasagem salarial e das condições de trabalho na rede estadual.

“A partir do dia 4 de março, as escolas estaduais estarão fechadas. Professores e funcionários da educação pública estarão em greve por tempo indeterminado. Essa medida é necessária diante da grave defasagem salarial que reduziu nossos vencimentos em quase 42% ao longo dos últimos oito anos”, declarou.

Em outro momento, a dirigente criticou diretamente o governador Romeu Zema e o vice-governador Mateus Simões.

“O reajuste deste ano já está fixado, com portaria e medida provisória desde janeiro, e até agora o governo do Estado não responde ou diz que está estudando. A categoria decidiu iniciar a greve por tempo indeterminado no dia 4 de março para escancarar o que o governo tem feito para a educação neste Estado”, afirmou.

Segundo Denise, Minas Gerais paga um dos piores salários do país e possui uma das redes mais precarizadas, com grande número de profissionais contratados temporariamente. Ela também afirmou que a greve tem caráter de denúncia e resistência contra o fechamento dos SESECs, o leilão de escolas e a terceirização do setor de auxiliares de serviços da educação básica.

É uma greve em defesa da existência da educação, da categoria, por melhores salários e pela garantia da educação como direito constitucional”, concluiu.

Até o momento não houve posicionamento do governo de Minas Gerais sobre as reivindicações e a paralisação anunciada pela categoria.

 

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Comentário (1)

  • Alvaro Inacio Ferreira Filho Responder

    Pede aumento ao Lulinha Paz e amor

    27/02/2026 em 09:04

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