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Santa Casa de Poços de Caldas nega, em nota oficial, ter impedido padre de prestar assistência religiosa após repercussão de carta de solidariedade

Atualizado em 09/04/2026

 

Hospital afirma que atendimento foi realizado, contesta denúncia e abre procedimento interno para apurar o caso

Padre Guaraciba – Foto: Redes sociais.

A Santa Casa de Poços de Caldas se manifestou oficialmente após a repercussão de uma carta de solidariedade ao padre Guaraciba Lopes de Oliveira Júnior, que aponta suposto impedimento à prestação de assistência espiritual a pacientes na unidade.

Nota contesta versão apresentada

Em nota de esclarecimento, a instituição informou que respeita as manifestações de apoio ao sacerdote e reconhece a importância da assistência religiosa como parte da humanização hospitalar e da dignidade da pessoa humana.

No entanto, o hospital negou as acusações. Segundo a direção, “as alegações de impedimento deliberado e violação de direitos constitucionais não procedem”, destacando que o atendimento ao paciente mencionado na denúncia foi realizado.

A Santa Casa também reforçou que não houve qualquer orientação interna para impedir ou restringir a atuação de líderes religiosos, independentemente de crença.

Procedimento interno foi instaurado

Diante da repercussão do caso, a instituição anunciou a abertura imediata de um procedimento administrativo interno para apurar os fatos.

De acordo com o hospital, a medida busca esclarecer, com rigor técnico e transparência, todas as circunstâncias do episódio relatado. A apuração deverá considerar as diferentes versões apresentadas e, ao final, os resultados serão tornados públicos.

A instituição ainda declarou que permanece à disposição do Ministério Público do Estado de Minas Gerais para colaborar com eventuais investigações.

Carta de solidariedade cobra apuração

A manifestação da Santa Casa ocorre após a divulgação de uma carta assinada por Durval Ângelo Andrade, presidente do conselho do Tribunal de Contas de Minas Gerais, que expressa preocupação com o caso.

No documento, o conselheiro relata ter recebido informações de que o padre teria sido impedido de prestar assistência espiritual a enfermos na unidade, em episódio ocorrido no dia 4 de abril. A situação foi formalizada em ofício encaminhado ao hospital e ao Ministério Público, com data de 6 de abril de 2026.

Na carta, Durval Ângelo destaca que a assistência religiosa em hospitais é um direito assegurado pela Constituição Federal e por legislação específica, não se tratando de mera liberalidade administrativa.

Direito à assistência religiosa

O documento também ressalta que o acesso de líderes religiosos a pacientes internados é garantido em entidades hospitalares, públicas e privadas, especialmente em momentos de fragilidade e sofrimento.

O conselheiro ainda menciona a trajetória do padre Guaraciba, destacando sua atuação na área da saúde e sua formação em enfermagem, além do trabalho desenvolvido na Pastoral da Saúde.

Ao final, ele manifesta solidariedade ao sacerdote e defende que o direito à assistência religiosa seja plenamente respeitado no ambiente hospitalar, solicitando rigor na apuração dos fatos.

 

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