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Primeira Superlua de 2026 poderá ser observada neste sábado (3)

Atualizado em 02/01/2026

Fenômeno conhecido como Lua Cheia de Perigeu ocorre quando a Lua Cheia coincide com o ponto mais próximo da Terra

Supelua. Foto: Agência Brasil.

 

A primeira Lua Cheia de Perigeu de 2026 poderá ser observada neste sábado (3). Conhecida popularmente como Superlua, a denominação técnica é utilizada quando a Lua Cheia coincide com o perigeu, ponto de sua órbita em que o satélite natural da Terra está mais próximo do planeta.

Segundo astrônomos, nessa condição a Lua pode parecer cerca de 6% maior e até 13% mais brilhante do que uma Lua Cheia média. Ainda assim, a alteração é considerada discreta e dificilmente perceptível sem instrumentos de observação.

Horário e dimensões da Lua Cheia

A Lua Cheia de janeiro ocorre às 7h03 (horário de Brasília). O diâmetro aparente será de 32,92 minutos de arco, valor relativamente grande quando comparado à chamada Microlua prevista para o dia 31 de maio, que terá diâmetro de 29,42 minutos de arco.

No primeiro dia de 2026, a Lua esteve a 362.312 quilômetros da Terra. Já na Microlua de maio, a distância será de aproximadamente 406.135 quilômetros, o que explica a variação no tamanho aparente observada ao longo do ano.

Lua não muda de tamanho

De acordo com o astrônomo Rodolfo Langhi, coordenador do Observatório de Astronomia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), a Lua não muda de tamanho. O que ocorre é apenas a variação da distância entre a Lua e a Terra durante sua órbita.

“Todo mês, a Lua passa pelo perigeu, que é o ponto mais próximo da Terra, e também pelo apogeu, que é o ponto mais distante. Quando a Lua Cheia coincide com o perigeu, chamamos de Lua Cheia de Perigeu ou Superlua, porque ela fica um pouquinho maior”, explicou.

Langhi ressalta, no entanto, que a olho nu a diferença no tamanho da Lua Cheia deste sábado será difícil de perceber.

Comparação ajuda a entender o fenômeno

Para facilitar a compreensão, o astrônomo faz uma analogia simples.

“Imagine segurar uma bola com as duas mãos e aproximá-la ou afastá-la dos olhos. Quanto mais longe ela estiver, menor vai parecer. Com a Lua acontece algo semelhante, mas a diferença de distância não é tão grande”, afirmou.

Segundo ele, mesmo pessoas acostumadas a observar o céu podem ter dificuldade em notar qualquer variação significativa sem equipamentos específicos.

Termo “Superlua” é questionado

O físico e doutor em Astronomia João Batista Canalle, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e coordenador da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), avalia que o fenômeno não tem relevância científica.

“É a mesma Lua Cheia de sempre. Apenas ocorre a coincidência de ela estar no ponto mais próximo da Terra. Do ponto de vista físico, isso é absolutamente irrelevante”, afirmou.

Canalle considera o termo Superlua exagerado e enganoso, pois cria a expectativa de que a Lua ficará muito maior do que o normal, o que não acontece.

Microlua também não encolhe

O especialista também critica o uso do termo Microlua, utilizado quando a Lua Cheia coincide com o apogeu, ponto mais distante da Terra.

“Ela não fica microscópica. Continua sendo uma Lua Cheia. A diferença de distância é muito pequena quando comparada aos cerca de 400 mil quilômetros que separam, em média, a Lua da Terra”, concluiu.

Apesar do apelo popular do nome, os astrônomos reforçam que a Lua Cheia de Perigeu é um fenômeno recorrente e que a principal atração continua sendo a observação do céu, sem mudanças significativas perceptíveis para a maioria das pessoas.

 

Fonte: Com informações de Agência Brasil.

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