Policiais de Poços de Caldas prestam homenagem a colegas mortos em megaoperação no Rio de Janeiro
Atualizado em 29/10/2025
Policiais militares de Poços de Caldas e região realizaram, na manhã desta quarta-feira (29), uma homenagem aos quatro policiais mortos durante uma megaoperação no Rio de Janeiro contra integrantes da facção criminosa Comando Vermelho. A ação, chamada de Operação Contenção, deixou ao menos 138 mortos, segundo atualização do site Terra, nos complexos do Alemão e da Penha.
Em solidariedade aos colegas de farda, os militares poços-caldenses fizeram um minuto de silêncio às 11h. Durante o ato, as sirenes das viaturas foram acionadas e os policiais prestaram continência em respeito aos profissionais mortos em serviço.
O 29º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais, sediado em Poços de Caldas, divulgou nota de pesar:
“Honra e respeito eternos.
O 29º Batalhão de Polícia Militar manifesta profundo pesar pelo falecimento dos valorosos policiais que perderam a vida em operação no Rio de Janeiro, em combate ao crime organizado.
Que o sacrifício desses heróis jamais seja esquecido.”
A operação no Rio
A Operação Contenção teve como alvo principal integrantes da organização criminosa Comando Vermelho, considerada a maior facção do estado do Rio de Janeiro.
Na ação, morreram os policiais civis Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, e Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, de 51, conhecido como Máskara. Cabral tinha apenas 63 dias de nomeação no cargo de inspetor, enquanto Máskara era servidor havia 26 anos e havia sido promovido a chefe de investigação da 53ª DP (Mesquita) na véspera da operação.
Outros dois policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) também perderam a vida: Cleiton Serafim Gonçalves, de 42 anos, com 16 anos de corporação, e Heber Carvalho da Fonseca, de 39, com 14 anos de serviço. Heber deixa esposa, dois filhos e um enteado; Serafim, esposa e uma filha.
A operação, considerada uma das mais letais já realizadas no Rio de Janeiro, segue sendo alvo de apurações sobre a atuação policial e as circunstâncias das mortes.
Mortos em combate
De acordo com a Polícia Civil, Máskara e Cabral foram atingidos durante a chegada das equipes ao Complexo da Penha, quando traficantes do Comando Vermelho (CV) reagiram a tiros e montaram barricadas em chamas. Os dois policiais chegaram a ser levados para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, mas não resistiram aos ferimentos.
Já os sargentos Cleiton Serafim e Heber Fonseca, do Bope, foram baleados em confrontos na Vila Cruzeiro, também durante o avanço das tropas pela comunidade.
Segundo nota oficial, os policiais militares foram socorridos e encaminhados ao Hospital Getúlio Vargas, mas morreram em decorrência dos ferimentos provocados pelos disparos.
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