PF realiza nova fase da ‘Conexão Sul de Minas’ com mandados de prisão e buscas em Poços de Caldas e outras cidades
Atualizado em 25/07/2025
Primeira fase revelou esquema milionário com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e outros crimes

A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta sexta-feira (25), 15 mandados de prisão durante a segunda fase da operação Conexão Sul de Minas, que investiga a atuação de organizações criminosas no Sul de Minas Gerais e no interior de São Paulo.
A nova etapa da ação teve autorização da 1ª Vara Criminal da Comarca de Alfenas (MG) e envolveu sete mandados de prisão preventiva e oito temporários. As ordens judiciais foram cumpridas em três cidades mineiras: 10 em Alfenas, três em Varginha e duas em Poços de Caldas.
Além das prisões, a Polícia Federal também realizou buscas, apreensões e sequestros de bens dos investigados. No entanto, até o momento, não foram divulgadas apreensões de materiais ou ativos nesta fase.
Investigação já revelou movimentação de R$ 50 milhões
A operação é um desdobramento da primeira fase deflagrada em 26 de junho deste ano, quando a Polícia Federal desarticulou duas organizações criminosas envolvidas com tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro, roubos, furtos e outros crimes. Na ocasião, 33 pessoas foram presas, e a investigação apontou uma movimentação financeira de cerca de R$ 50 milhões.
Durante a primeira fase, foram apreendidos 164 veículos — entre carros de luxo, caminhões e motos aquáticas — oito armas de fogo, 405 munições de calibres variados, quatro tabletes de cocaína, R$ 235 mil em espécie e 44 objetos de valor, como joias. Imóveis e contas bancárias dos investigados também foram alvo de sequestro judicial.
Diversos crimes e atuação regional
Segundo a Polícia Federal, os grupos investigados estão ligados a crimes como tráfico de drogas e armas, extorsão, receptação, roubo a bancos, furto qualificado, adulteração de veículos e lavagem de dinheiro. Parte dos lucros ilegais era disfarçada por meio da compra e venda de veículos usados.
A investigação, que levou um ano para ser concluída, também envolveu a coleta de material genético de quatro investigados, para inclusão no banco nacional de perfis genéticos do Ministério da Justiça. O objetivo é cruzar os dados com vestígios deixados em outros crimes, como ataques a instituições financeiras.
Na primeira fase, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em sete cidades: Alfenas (15), Andradas (3), Campestre (5), Mogi Guaçu (4), Poços de Caldas (47), Ribeirão Preto (4) e São João da Boa Vista (2). A Polícia Federal segue com as investigações e novas ações não estão descartadas.
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