Juri condena homem a 21 anos de prisão por matar e carbonizar companheiro em Poços de Caldas
Atualizado em 25/03/2026
Sentença foi definida por unanimidade; réu permanece preso e defesa deve recorrer da decisão

O Tribunal do Júri de Poços de Caldas condenou, nesta terça-feira (24), um homem acusado de assassinar o próprio companheiro, Sérgio Ricardo Campos, em 2023. Ao final de aproximadamente oito horas de julgamento, David Wilgner Sinfrônio recebeu pena de 21 anos de prisão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado.
A decisão dos jurados foi unânime. O Conselho de Sentença considerou comprovadas tanto a autoria quanto a materialidade do crime, além de reconhecer as qualificadoras de motivo fútil e uso de fogo, conforme sustentado pelo Ministério Público.
Julgamento teve versões opostas
Durante a sessão, a acusação defendeu que o réu teve intenção direta de matar e agiu com elevado grau de violência. A narrativa apresentada apontou que a vítima, Sérgio Ricardo Campos, foi atacada dentro da residência e, depois de morta, teve o corpo incendiado no quintal.
Já a defesa apresentou argumentos no sentido de reduzir a responsabilização penal. Entre as teses levantadas, esteve a possibilidade de aplicação de medidas previstas na Lei de Drogas (Lei 11.343/2006), além da alegação de que o crime teria ocorrido sob forte emoção, após uma suposta provocação.
Os advogados também destacaram que o episódio estaria inserido em um contexto de uso de entorpecentes por ambos. As argumentações, entretanto, não convenceram os jurados.
Réu segue preso
Com a sentença definida, o juiz responsável pelo júri determinou que o cumprimento da pena seja iniciado imediatamente em regime fechado. Também foi mantida a prisão preventiva do condenado, que já estava detido desde a época dos fatos.
A defesa informou que pretende recorrer da decisão nas instâncias superiores.
Crime ocorreu na casa do acusado
As investigações apontam que o crime aconteceu na madrugada de 8 de novembro de 2023. Conforme apurado, vítima e acusado estavam juntos na residência quando uma discussão teve início.
Segundo informações reunidas no processo, a agressão começou dentro do imóvel e se intensificou ao longo do episódio. Em seguida, o corpo foi levado para a área externa, onde houve a tentativa de destruição por meio de fogo, além de ações para dificultar a identificação e ocultar o cadáver.
O caso foi elucidado após o próprio acusado relatar o ocorrido aos policiais que atenderam a ocorrência.
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