INPC fecha 2025 em 3,9% e reajuste de aposentadorias acima do mínimo ficará abaixo da inflação oficial
Atualizado em 09/01/2026

O fechamento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 3,90% em 2025 indica que o reajuste das aposentadorias e pensões do INSS pagas acima do salário mínimo ficará abaixo da inflação oficial do país. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado o indicador oficial da inflação, encerrou o ano com alta de 4,26%.
Como o INPC é o índice utilizado para a correção dos benefícios previdenciários acima do piso nacional, a diferença entre os dois indicadores aponta perda de poder de compra para esse grupo de segurados ao longo do ano.
Teto do INSS sobe para R$ 8.474,55 em 2026
Com base no índice de 3,9%, o teto da Previdência Social deverá passar de R$ 8.157,41 para R$ 8.474,55 em 2026. A aplicação do reajuste, no entanto, ainda depende da publicação de portaria do governo federal no Diário Oficial da União (DOU), que oficializa os novos valores dos benefícios.
Para os segurados que recebem um salário mínimo, o reajuste é automático e acompanha a atualização do piso nacional. O novo valor do salário mínimo, fixado em R$ 1.621, está em vigor desde o dia 1º de janeiro.
INPC tem alta de 0,21% em dezembro
Em dezembro, o INPC registrou variação de 0,21%, resultado 0,18 ponto percentual acima do observado em novembro, quando o índice havia ficado em 0,03%. No mesmo mês de 2024, a taxa registrada foi de 0,48%.
No acumulado de 2025, o INPC avançou 3,90%, ficando 0,87 ponto percentual abaixo dos 4,77% registrados em 2024.
Alimentação volta a subir no fim do ano
Em dezembro, os produtos alimentícios aceleraram, passando de queda de 0,06% em novembro para alta de 0,28%. Já os itens não alimentícios apresentaram variação de 0,19%, ante 0,06% no mês anterior.
No acumulado do ano, os preços dos alimentos subiram 2,63%, enquanto os produtos não alimentícios tiveram alta de 4,32%. Em 2024, as variações haviam sido de 7,60% e 3,88%, respectivamente.
Entenda o reajuste pelo INPC
O INPC é utilizado como índice de reajuste das aposentadorias desde 2003. Até 2006, não havia um índice oficial definido. Antes disso, chegaram a ser utilizados o IPC-r, o IGP-DI e índices definidos administrativamente.
Calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde 1979, o INPC considera famílias com rendimento mensal de 1 a 5 salários mínimos, cujo chefe é assalariado. O índice abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e Brasília.
Já o IPCA, índice oficial da inflação, engloba famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos, independentemente da fonte de renda, e considera as mesmas áreas geográficas.
O que muda nas aposentadorias em 2026
Para quem já contribuía com o INSS antes da reforma da Previdência, aprovada em novembro de 2019, seguem valendo regras de transição que preveem mudanças graduais até 2031. Em 2026, essas regras passam por novos ajustes.
Principais mudanças previstas:
- Idade mínima: aumenta seis meses em relação a 2025. As mulheres passam a precisar de, no mínimo, 59 anos e seis meses, enquanto os homens deverão ter 64 anos e seis meses.
- Tempo de contribuição: permanece em 30 anos para mulheres e 35 anos para homens.
- Regra dos pontos: a soma da idade com o tempo de contribuição exigirá, em 2026, 93 pontos para mulheres e 103 pontos para homens.
Fonte: Com informações de G1.
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