Início da reconstrução da ponte na Avenida Celanese está previsto para agosto
Atualizado em 17/07/2025
Declarações sobre a origem dos recursos para a obra divergem: enquanto a Prefeitura informou à Câmara que a reconstrução será feita por doações privadas, o secretário de Obras afirmou à imprensa que haverá uso de recursos próprios do Município
A Prefeitura de Poços de Caldas informou que as obras de reconstrução da ponte da Avenida Celanese, interditada desde o desabamento em dezembro do ano passado, devem começar em agosto. O prazo estimado para conclusão é de três meses.
A informação foi confirmada pelo secretário de Obras, José Benedito Damião, que destacou que a execução será feita sem licitação, por meio de uma parceria com a iniciativa privada.
Prefeitura fala em doações, secretário cita recursos próprios
A condução da obra, no entanto, apresenta divergências entre o que foi informado à Câmara Municipal e o que foi declarado à imprensa.
Em ofício enviado ao Legislativo em resposta ao Requerimento nº 1521/2025, a Prefeitura afirmou que a reconstrução será viabilizada por doações de recursos financeiros, materiais e serviços por parte de empresas privadas, o que permitiria executar a obra sem custos para o Município.
“Essas tratativas estão focadas na formalização de doações, o que permitirá que a obra seja realizada sem ônus para o município.”
– trecho do documento assinado pelo prefeito Paulo Ney de Castro Júnior.
Para a Sulminas TV, o secretário de Obras afirmou que “serão recursos próprios da Prefeitura”, acrescentando que não haverá licitação e que a obra será executada “pela Prefeitura, através de uma parceria público-privada”.
Diante do questionamento sobre essa contradição, José Damião reforçou que a parceria é, de fato, público-privada, ou seja, envolve a participação direta do Município. A declaração diverge da versão oficial enviada à Câmara, que enfatiza a viabilização da obra exclusivamente por meio de doações privadas.
Ponte estratégica está interditada há sete meses
A ponte da Avenida Celanese é uma ligação importante entre bairros residenciais e a região industrial de Poços de Caldas. Após o desabamento ocorrido no dia 9 de dezembro de 2024, o local foi interditado ao tráfego de veículos. Desde então, a única intervenção feita foi a instalação de uma passarela provisória para pedestres, construída pela própria Prefeitura.
Falta de documentação técnica e críticas na Câmara
A ausência de um processo licitatório também gerou questionamentos na Câmara. O vereador Marcus Eliseu Togni solicitou documentos técnicos como projeto executivo, termo de referência e planilha de custos, mas a Prefeitura respondeu que, por se tratar de uma obra feita por doações, esses documentos não são exigidos.
A mudança no modelo de execução também foi criticada por outros parlamentares. O vereador João Batista da Silva, o Tista da Farmácia, apresentou o Requerimento nº 2039/2025 pedindo novos esclarecimentos. Ele lembra que, em abril deste ano, a Prefeitura havia informado que seguiria os trâmites tradicionais, com estudo técnico, publicação de edital e contratação por licitação.
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