Greve dos caminhoneiros: alta do diesel coloca setor em alerta e paralisação pode ocorrer a qualquer momento
Atualizado em 18/03/2026

O aumento nos preços dos combustíveis, especialmente do diesel, levou o Sindtanque-MG a convocar uma possível paralisação nacional dos transportadores rodoviários. A mobilização, sem prazo definido, pode ser iniciada a qualquer momento, dependendo da evolução do cenário econômico.
Segundo a entidade, a alta nos custos operacionais tem afetado diretamente tanto transportadores de cargas perigosas quanto de carga seca. A orientação é para que a categoria esteja preparada para interromper as atividades por tempo indeterminado.
Em publicação nas redes sociais, o sindicato afirma que a greve pode ocorrer “a qualquer momento, em todo o País”, como forma de protesto contra os aumentos considerados abusivos nos preços do diesel e da gasolina. A entidade também relaciona a escalada dos preços ao contexto internacional envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Custos elevados pressionam setor
Além dos combustíveis, o setor aponta aumento nos preços de insumos essenciais, como peças, pneus e mão de obra para manutenção dos caminhões. Também é citado o reajuste aplicado pela Petrobras no valor do diesel vendido às distribuidoras.
De acordo com o sindicato, o cenário tem dificultado a continuidade das atividades das transportadoras.
“Está tudo muito caro, o que pode levar ao fechamento de empresas e demissões em massa”, alerta a entidade, que pede adesão da categoria ao movimento.
Apoio nacional fortalece mobilização
A paralisação ganhou força após a adesão da FNTC, que reúne empresas do setor em todo o país. A federação confirmou o apoio de entidades filiadas em estados como Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e também na região Centro-Oeste.
O presidente da FNTC e do Sindtanque-MG, Irani Gomes, afirma que o setor está no limite.
“O cenário é absolutamente desfavorável aos transportadores, que enfrentam custos elevados, principalmente com o diesel. A suspensão das atividades pode se tornar inevitável”, declarou.
Ele também destacou o peso de despesas como pedágios e carga tributária, que agravam ainda mais a situação do transporte rodoviário.
Governo promete fiscalização do frete
Diante da crise, o ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que o governo adotará medidas para garantir o cumprimento da tabela do preço mínimo do frete.
Segundo ele, empresas e contratantes que descumprirem a regra poderão ser responsabilizados, com ações para coibir irregularidades e evitar distorções no mercado.
Medidas ainda não chegaram ao consumidor
Na tentativa de conter a alta, o governo federal anunciou recentemente a isenção de tributos PIS/Cofins sobre o diesel, além de subsídios e mudanças na tributação sobre exportações do combustível. No entanto, as medidas ainda dependem de aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis e, por isso, não foram repassadas aos distribuidores.
Especialistas apontam que, mesmo com a regulamentação, não há garantia de queda nos preços. A expectativa inicial é de redução de cerca de R$ 0,30 por litro, mas o cenário segue incerto diante das constantes oscilações.
Transporte de passageiros também é afetado
O impacto da alta do diesel não se restringe ao transporte de cargas. Empresas de ônibus também enfrentam dificuldades. A Fetram informou que os custos operacionais já subiram cerca de 30%.
Segundo a entidade, a combinação entre aumento de despesas, instabilidade internacional e risco de desabastecimento coloca o setor em situação crítica. Sem medidas adicionais, há risco de prejuízos na prestação do serviço à população.
A possível paralisação dos caminhoneiros acende um alerta para toda a cadeia de abastecimento e pode impactar diretamente diversos setores da economia brasileira nos próximos dias.
Fonte: Com informações de Diário do Comércio.
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