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Governo Zema é alvo de investigação por suposto monitoramento de opositores durante debate da privatização da Copasa

Atualizado em 27/11/2025

 

TCE-MG dá prazo de 72 horas, iniciado na segunda-feira, para que a Copasa explique contrato de R$ 7 milhões com consultoria privada

O Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCE-MG) abriu procedimento para investigar um contrato firmado pela Copasa com a consultoria Ernst Young, no valor de aproximadamente R$ 7 milhões, que teria sido utilizado para monitorar autoridades e deputados estaduais durante a tramitação do projeto de privatização da companhia. A determinação foi direcionada a Fernando Passalio, indicado pelo governador Romeu Zema (Novo) para presidir a estatal, que deverá apresentar explicações nesta quinta feira, após o prazo de 72 horas, contado a partir de segunda-feira (24).

O caso veio à tona após 18 deputados estaduais apresentarem uma representação denunciando o suposto uso de recursos públicos para acompanhar parlamentares envolvidos no debate sobre a venda da empresa. A privatização da Copasa é uma das principais agendas do governo Zema e enfrenta forte resistência na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Monitoramento ocorreu durante ofensiva do governo para aprovar a privatização

Segundo revelou o jornal O Tempo, a consultoria teria sido contratada para monitorar deputados no período em que o Executivo atuava para acelerar a aprovação do projeto de privatização. Integrantes da oposição classificaram o ato como “espionagem política”. Há suspeitas ainda de que conselheiros do próprio TCE também estivessem entre os monitorados.

A apuração ficará sob responsabilidade do vice-presidente do TCE-MG, Agostinho Patrus. No despacho enviado à Copasa, ele exige a apresentação de toda a documentação relacionada ao contrato: cópia integral do instrumento firmado, detalhamento do escopo, descrição das atividades executadas e dos produtos entregues pela consultoria. O Tribunal busca entender exatamente o que foi monitorado, qual a finalidade desse acompanhamento e como os dados foram utilizados.

Copasa nega irregularidades e cita padrões internacionais de governança

Em nota, a Copasa afirmou que todas as suas contratações seguem “parâmetros rígidos de governança e compliance”, certificados pela ISO 37.301. A estatal declarou estar à disposição dos órgãos de controle, porém não respondeu diretamente sobre a relação entre o monitoramento e a estratégia do governo para obter apoio parlamentar à privatização.

A investigação segue em andamento no TCE-MG, que analisará as justificativas e documentos a serem apresentados pela companhia.

 

Fontes: Com informações de Revista Fórum e O Tempo.

 

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